Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Anotações

Eu te queria tanto que até doía.

**

Minha vida é um eterno refrão de bolero.

**

Quando eu me desapaixonar, a inspiração vai acabar, sei disso.

**

Ao som dos fogos que anunciam a chegada de um ano novo, enterrarei esse amor, sem choro nem vela.

**

A vida trata de se entrelaçar naturalmente, e quem vai desatar esse nó?

**

Me deixe so mais um pouco, até o resto dessa vida.

**

Ter que se desvirtuar de tanto sentimento.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meu "clima natalino"

O Natal já é depois de amanhã, agora que me dou conta do ano ter passado tão depressa, excruciante mesmo, desse jeito contraditório, da montanha-russa que é te amar. Odeio o natal e todas as datas importantes que me fazem lembrar de quanta falta tu me faz.

Ter você dentro de mim. E me tratar disso como se fosse um vício, todo dia tenho que me aprumar pra batalha, de expulsar você dos meus pensamentos, onde o maior inimigo é meu defeituoso coração – um ativista de causas perdidas. De só gostar de quem o despreza. Se o Papai Noel realmente existe, daria pra me mandar um coração novo? Ficaria grata.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"Minhas lágrimas não caem mais ... " (Duca Leindecker)


Sabia que por ti minhas lágrimas nunca deixam de cair. Tô comemorando um ano que eu nunca mais te vi, com direito a um vale de lágrimas em sua homenagem.





*Ouvir: Ao fim de tudo - Pouca Vogal/ Cidadão Quem.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A cor do coração

Se meu coração tiver uma cor, ele deve ser amarelo, da cor do sol, ele é grande que as vezes mal cabe espaço pra ele dentro de mim. Um coração quente, cheio de necessidades, e nessas horas quem paga o pato dele ser assim sou eu, pois ele que é meu dono, quem tem todos os controles sobre mim, como boa subordinada dele que sou, apenas obedeço, sem questionar.





*Ler: O Coração Amarelo de Pablo Neruda.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Te renegar.

Eu quero negar tudo que tenha teu nome, tudo que tenha teu cheiro, tudo que tu gosta, todas as palavras que saíram da tua boca direcionadas a mim, a beleza dos teus olhos. Vou negar tua presença, tua lembrança que se impregnou na minha memória feito tatuagem, por que estou cansada de viver do teu passado. Quero te renegar mil vezes de dentro de mim.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eu podia...

Eu podia ir ao teu encontro, agora que sei onde tu se escondes
Eu podia te ligar, se não tivesse apagado teu número da minha agenda
Eu podia ser mais insistente
Eu podia te pedir uma última chance
Eu podia simplesmente virar as costas pra você e esquecer sua existência
Eu podia me conformar com a nossa situação, mas não posso.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Versículo

Os dias estão passando depressa. Descobriram a tecla avançar e alguém deve ter pressionado. Num piscar de olhos tudo isso estará terminado. Esse agora em breve vai povoar o passado. Estou aprendendo a esquecer - guardo só o que foi bom.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Em três momentos

Na maioria das noites não tenho sono
Rolo na cama durante horas
Noites intermináveis
Olho pro telhado concentrada
Desejando que o sol apareça
Dia, amanheça logo.

***

Ficarei de pernas pro ar
Até que a vida se encaixe novamente
Quando eu não tinha saudade
Quando eu não tinha essa necessidade
De você.

***

Não quero me desapegar das lembranças
Tenho um medo absurdo de esquecer seu rosto
Mas a cabeça já está quase apagando os teus trejeitos
Início da guerrilha do coração.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Intitulável

O tempo agora ficou nublado, até o tempo está tentando me agradar, pra que eu me sinta feliz novamente, sorrir e cantar, mas não as canções que me lembram você (o inconsciente a me dizer). Talvez chova, eu poderia dançar enquanto os pingos de chuva molhassem meu corpo – lavar a alma.
Porque agora tenho um sentimento indefinido dentro de mim, onde todos vem me perguntar o motivo do meu estado de neutralidade.
- O que você tem?
- É só saudade.
Dessa saudade sinto mesmo, e agora todo dia ela me encontra, dentro do ônibus, na P.A, enquanto olho o campo verdejante, o horizonte que nada me diz, nada tem a me revelar. Estou tentando aprender a lidar com isso, da melhor maneira possível, te ver se tornou uma realidade muito distante, inalcançável. Me dói, parece que você morreu, se suicidou do meu dia-a-dia, que tem o universo e as dez dimensões nos separando, uma vida inteira, mas não é tudo que nos distancia, foi somente a sua decisão de me matar da sua própria vida, de me punir por ter te amado, por ter escrito nossa história repetidas vezes nos muros da cidade, nunca ter te contado quando houve tempo e oportunidade pra expor meus sentimentos, fui covarde, eu sei, tive medo, por causa dele agora vivo e morro de saudades tuas.
Sabe nesse instante eu trocaria qualquer coisa, pra te ver por um segundo, daquele seu jeito de antes, quando você vinha até mim, me dava bom dia e ria, num riso solto, que me acalentava, eu esperaria quanto tempo fosse se esse acontecimento pudesse se repetir.
Me vejo sentada esperando o metrô, escrevendo essas linhas pro tempo passar mais depressa, registrar nessa segunda-feira estranha, o que se passa em mim, a sensação que o inesperado há de me encontrar com a sua personificação.

domingo, 14 de novembro de 2010

Nara

Lembra quando nos conhecemos, através daquele chat sagaz – “Amigos do peito”, antes era a irmã do Raphael, depois começamos a nos falar mais, logo se tornaste minha amg. O tempo foi passando e quando percebi já era minha mana, tantas conversas jogadas fora pela tela do computador, santa invenção do MSN em nossas vidas, pois sem ele como eu te acharia?
Mas a amizade também precisa de presença, em pouco tempo tu estaria em Teresina pra me conhecer pessoalmente, um dia que eu ansiei, dias depois lá estava eu na Rodoviária te esperando, cantando Encontros e Despedidas pra disfarçar minha ansiedade, alguns minutos depois te achei, com os olhos assustados me procurando, e ao te ver eu gritei: MANA! Te abracei apertado, e reconheci naquele abraço uma irmã, que eu nunca mais queria ver fora da minha vida.
Parece que o tempo voou, eu falei tanto naquele dia, a impressão que dava é que tu tinhas crescido junto comigo, e partilhamos uma vida inteira de amizade. Mana estarei sempre contigo, de verdade, os teus medos são meus medos também, um sorriso teu é o meu coração se enchendo de alegria, e uma lágrima que cai do teu rosto é um pedaço meu que vai indo junto.
Só te peço uma única coisa, seja muito feliz.
Nossa amizade, nossa irmandade. Amo-te.

Confissão

Decidi pelo pior caminho, o de não fazer mais nada pra tentar te esquecer, do inesquecimento do seu jeito, dos seus gestos e gostos, preferi me corroer de saudade, me isolar num mundo onde só existam suas lembranças, isso se torna o suficiente pra continuar vivendo, o que dá força pra levantar todo dia de cama.
Nesse cárcere de solidão, conto os dias no calendário que parece não ter mais fim, o tempo congelou, ou anda com passos de tartaruga, faço cálculos, mais de trezentos dias sem ver seus olhos, sem aquela sensação que o coração vai sair pela boca porque você está chegando.
Não penso mais nos “se” se eu tivesse... se eu pudesse... Estou calejada demais, cansada de remoer os arrependimentos das coisas que não fiz pra ter você do meu lado. Eu não tive, não tenho, basta! Inverno, verão, passaram por mim, os ipês floresceram, mil e uma coisas aconteceram, e de você não recebi nenhuma noticia, os soluços de saudade estão sempre ali a espreita, ao momento em que eu ativar as memórias, as poucas que restaram de você. Quase um ano de saudade.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Palavras de mãe

Minha filha, questões de sentimento. Você concerteza esta a gostar “apaixonada” por alguém por toda sua vida. Esse sentimento é seu, e não deve ser julgado como péssimo, se remoendo. Você tem o amor, que se desperta por alguém, sem nome ou rosto, ele está dentro de você, e não está com outra pessoa.
Se você está com ele, o preserve para o bem que virá. Se vier a lamentação de qualquer forma mentalize, que o que tenho “ O meu amor, a minha paixão” será para alguém que irá chegar. Porque simplesmente o que é seu será.
Com destino, com coincidência, o que é seu estará com você.
(...)
Enfrenta o dia, enfrenta os nossos sentimentos, enfrenta as pessoas, enfrenta de frente os amores que se foram, e ficar firme e concentrada no que fazer de melhor para nós.
Receber o que vier de bom pra nós. O que a vida oferecer, respire e ouça o que mais gosta, mentalize o que você quer, o imaginário e do real, e peça sempre o que deseja o que aconteça, pois sem esperanças não seguimos em frente.



*Palavras da mãe Jôzi, as palavras que respeito, admiro e procuro seguir.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saudade antecipada

Os outdoors espalhados pela cidade me avisam da proximidade do Natal, confesso que o clima natalino não me atrai, não tenho um motivo contundente pra desgostá-lo tanto. O ano vai acabar depressa sem que ao menos eu tenha criado o hábito de marcar no calendário. Os finais me deixam melancólica, pensativa, nesses períodos é como se o mundo que me cerca não existisse, me recolho no meu universo paralelo, pois sei que 2010 vai embora e alguma coisa irá junto com ele, uma coisa que ainda não sei ao certo qual é.
Um novo ano já vem bater a minha porta, mas o sentimento de mudança me assusta, sempre me assustou, meu ano de sorte vai se esvaindo com o passar dos dias, coisas boas aconteceram mais vezes do que de costume, saudade antecipada, discurso na ponta da língua caso eu precise, renovar promessas que fiz a mim mesma e não consegui cumprir, fazer preces, pensar positivo muito mais do que nos anos anteriores, talvez estar na praia e pular as ondas do mar, sete ondas pra se curar, um mergulho bem fundo pra depositar as coisas ruins nas profundezas do mar.
Mataram a minha Alma
E hoje sou apenas alguém triste
Que até certo dia sorria de alegria...
SENHOR, porque não me desviastes daquele encontro?
Hoje eu poderia ser FELIZ!
Se tivesses EVITADO aquele DIA.
Eu só queria poder voltar no TEMPO...e evitar tamanho SOFRIMENTO!
Eu só queria que aquele dia não tivesse acontecido...
Mas o DESTINO só a DEUS pertence e se esta é minha SINA só espero o amanhã sem alegria...
TUDO por causa daquele maldito DIA que poderia ser MUDADO, se em meu destino ele não fosse TRAÇADO!



Por: Lene Katarina

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sensações em um outro solo

Quatro dias fora de casa, da primeira viagem que fiz sozinha na vida, e os dois melhores dias vividos nos últimos tempos, a calma da estrada, o som embriagante do motor do ônibus, paisagens lindas enfeitavam a minha janela, a insônia do caminho até chegar em Recife.
Passamos por tantas cidades e por poucos minutos percorremos o solo delas... Chegamos no nosso destino, cansados porém felizes, uma expectativa brilhava nos olhos de cada um dos passageiros.
O meu maior desejo era ver logo o mar, mas só consegui fazer isso somente a noite, caminhei pela orla da praia, e senti que o coração matou uma saudade sentida há anos, que a cura de um antigo mal chegou pra mim.
A reunião no último dia, com atmosfera de nostalgia, que os poucos dias ali passados iriam deixar muitas saudades.
E uma lembrança pra guardar com o resto bagagem: Beijos na escada.
Na primeira das mil viagens que planejei fazer em toda minha vida, descobri que não preciso desbravar novos horizontes, preciso mesmo é desbravar o que há dentro de mim.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Debaixo da chuva

O repentino inverno no auge do calor teresinense trouxe com ele tanta felicidade, que jamais pensei ainda existir dentro de mim, a umidade muda meu humor, aprendi por esses dias de chuva e sol intercalados, o tempo agora parece ter sentimentos, absorve os sentidos alheios.
Mamãe me pede favores quando estou mais cansada, apesar de não gostar muito da idéia acabo obedecendo, fui ao mercado caindo pelas tabelas de tanto sono, ao por meus pés na rua o céu de repente se encheu de nuvens escuras, tentei me apressar em vão, terminada minha compra a chuva me pegou, desprevenida e sem proteção, quem entra na chuva se molha mesmo.
Caminhei calmamente durante o meu trajeto, um banho de chuva é bom pra lavar a alma, só não contava estar sendo observada, que sensação incomoda, olhei pros lados pra confirmar se alguém realmente estava a me olhar. Ooops! tinha um garoto me fitando enquanto eu desfilava cheia de mim pela rua, minha antiga paixonite de quando eu fazia a 7° série numa escola perto de casa, um gostar passageiro.
Estranhei a atitude, tempos atrás me esforçava pra ele me notar, agora que me percebe sou eu que não consigo mais enxergá-lo, os olhos verde-mar não me seduzem mais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

As quatro estações

Quatro estações passaram por mim em uma semana
Primeiro foi o verão
Derreteu uma mágoa antiga com seu calor
Depois veio a primavera
De cores e misturas nunca antes vistas
Onde não houve amores
No outono um sonho antigo foi realizado
Pois sempre existe uma chance
Por último foi o inverno
De clima convidativo pra cair em depressão
Mas resisti
Os dias frios agora são os mais felizes pra mim.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dose letal de verdade

A verdade é essa: não há ninguém pra voltar pra mim. Devo achar isso bom, tecnicamente sim. Será se alguém já se apaixonou por mim, sentiu minha falta, chorou de saudade de mim, escutou uma canção pra lembrar da minha presença,sonhou em andar de mãos dadas comigo pela rua, pra me exibir como um troféu por me desejar tanto.
Nunca ouvi as palavrinhas mágicas de nenhum garoto, eu nunca tinha parado pra pensar nisso até hoje, por estar muito ocupada doando meus sentimentos a outras pessoas, dando sem receber nada troca, e ainda não espero, mas agora é diferente, estou descobrindo um foco que antes eu não tinha, olhando com mais carinho pra mim.
Pelo menos eu não fiz ninguém sofrer. Agora só me interessa meu mundo e nada mais, que o amor não venha mais cruzar o meu caminho, não me atropele quando eu menos esperar, pois não pedirei socorro, vou querer morrer ali mesmo, onde me encontrar.

*A noite fria que paira lá fora, congelou os pensamentos que eu tinha por você.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Outubro

As sensações que o dia 18.10 me proporcionaram ainda não passaram, de canções ouvidas repetidas vezes no meu PC, cantaroladas por mim diversas vezes, sem muitos dos meus amigos se quer conhecerem os versos com que tanto me identifico.
Era a primeira vez que a banda Nenhum de Nós pisava em solo piauiense, pra realizar o show dos meus sonhos, que vinha aguardando desde 2001 quando ouvi pela primeira vez uma de suas canções num carro de som, e chamou muito minha atenção, nessa cidade não é comum escutar esse tipo de música num volume tão alto.
Se há uns seis meses atrás me dissessem que eu estaria num show deles, na frente do palco, que o Thedy Corrêa seguraria minha mão, enquanto cantava Julho de 83, eu provavelmente, iria rir na cara dessa pessoa.
Passei quinze dias sem escrever nada, quer dizer nada que realmente conseguissem expressar o que venho sentido nas ultimas semanas, cheguei ao ponto de pensar que não poderia mais escrever, minha inspiração estava bloqueada, mas naquela noite absorvi uma carga de coisas, pensamentos, impressões, senti tanta falta de papel e caneta, eu teria despejado tudo ali, no meu estilo “não interrompa, gênio trabalhando”.
Eu consegui guardar todas minhas emoções, coisa que raramente faço, quando cheguei em casa ainda em êxtase, parei pra pensar na minha vida, tirei importantes conclusões. Acho que estou curada dos males, já consigo ser eu de novo, depois de tanto tempo, ser aquela garota que não sente nada por ninguém, e isso não é ser vazia, é apenas não ter motivos pra sofrer.
Já saio de casa sem ter aquela vontade louca de esbarrar com você na primeira esquina em que eu atravessar, não busco mais encontrar qualquer pequena semelhança sua em outros homens, mas confesso que durante um bom tempo, eu fazia isso inutilmente, talvez essa seja a razão de ter me fechado, ignorado outras pessoas pelo simples fato de nenhuma delas ser você, marcar no calendário a quantidade de dias em que senti saudade, hoje já nem sinto, um pensamento tolo que eu descartei da minha memória, esse capítulo eu encerrei sem perceber.




P.S: “Amanhã ou depois, tanto faz se depois for nunca mais... nunca mais”. (Thedy Corrêa)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

3 - 2 = 1

Três lados de um triângulo “amoroso”
Duas meninas disputando um coração
Restou apenas um, pra contar a estória
Dessa matemática desvalida.

--'

“Bom mesmo quando é recíproco. Sentimento e reconhecimento”.



As duas deviam andar de mãos dadas pra nunca mais se soltarem, uma não tinha que existir sem a outra. Foi isso que faltou pra mim, comprovei tarde demais, no fundo eu sempre soubera que não seria correspondida, mas aquela esperançazinha que vem todo dia, que amanhã tudo poderá mudar , um desses clichês da vida, eu ainda caio nessa, lamentável. Só não entendo o motivo dele ter quisto ser meu amigo, se sabia que na minha cabeça nossa amizade evoluiria . De bem-querer pra paixonite aguda.
Me enforquei na corda que ele me deste – a atenção, o interesse pelo meu gosto. Tão igual ao dele, como se nos encaixássemos no meio de uma infinidade de desigualdades, já estou cansada de repudiar esses fatos, aqueles dias não vão se repetir, nem mesmo com a força dos meus pensamentos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vejo velhas fotos, as imagens congeladas, que guardam um tempo que se foi... de um dia qualquer, a memória de um laço já partido, porque as vezes sem que percebamos, algumas coisas teimam em se perder, fugir das mãos de um jeito muito natural, como se nunca tivesse tido importância.


Fotos* :passado pra lembrar a todo instante.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Epifania diária

Vontade de sair correndo dessa sala
Que me prende nesse lugar
O desimportante me interessa mais
O imperativo afirmativo: Siga em frente
Sem expectativas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Travis : Writing To Reach You





Escrevendo Para Te Alcançar (tradução)
Todo o dia eu acordo e é domingo
Qualquer coisa que estiver em meus olhos não vai embora
O rádio está tocando o de sempre
E o que é um "wonderwall" afinal?

Porque meu interior é meu exterior
Meu lado direito está no meu lado esquerdo
Porque estou escrevendo para te alcançar mas
Eu devo nunca te alcançar
Só quero te ensinar
Sobre você
Mas essa não é você

É bom saber que você está em casa para o Natal
É bom saber que você está indo bem
É bom saber que todos vocês sabem que estou sofrendo
É bom saber que não estou me sentindo tão bem

Porque meu interior é meu exterior
Meu lado direito está no meu lado esquerdo
Porque estou escrevendo para te alcançar mas
Eu devo nunca te alcançar
Só quero te ensinar sobre você
Mas essa não é você
Você sabe que é verdade?
Mas isso não adianta

Então talvez amanhã será segunda-feira
E o que for que estiver em meus olhos deverá ir embora
Mas ainda o rádio continua tocando o de sempre
E o que é um "wonderwall" afinal?

Porque meu interior é meu exterior
Meu lado direito está no meu lado esquerdo
Porque estou escrevendo para te alcançar mas
Eu devo nunca te alcançar
Só quero te ensinar
Sobre você
Mas essa não é você
Você sabe que é verdade?
Mas isso não adianta
E você sabe que é você
Com quem estou falando



*A música ainda diz muito ou tudo.Sobre mim.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Essa urgência

Quero escrever, escrever, escrever... até que os dedos fiquem calejados, e essa agonia finalmente passar, viver tem me entediado tanto, dos meus dias seguirem sempre o mesmo roteiro. A calmaria não me faz bem. Necessidade de pensar, pra quê? Se os pensamentos me ligam a você, uma ligação direta, basta fechar meus olhos, e lá está você nas minhas melhores lembranças, daquela sala trinta e dois do CCHL, essa urgência de te esquecer, sem fazer o menor esforço, como num passe de mágica, tenho visto nosso filme tantas vezes, meu flashback preferido.
Enquanto Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro não acabarem. Tua lembrança não me deixará em paz, eu sei, você sabe, quem estou tentando enganar? Distrair uma verdade nunca fez o meu estilo. Ainda está tudo tão a flor da pele, vivo dentro de mim.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um pouco disso tudo

Tenho ido dormir cedo nos últimos dias, todos em casa têm estranhado o meu mais novo hábito adquirido. Estou dormido demais e vivido de menos – isso passou a me inquietar. Não tenho mais tanta vontade de me afogar num copo de vinho, porque ele já não tem o mesmo efeito sobre mim, a lucidez se tornou inesgotável. Alguém podia vir me oferecer algo mais forte, uma garrafa de esquecimento com 90% de álcool.
Estou ficando doente com muita freqüência. Não tenho mais imunidade, não tenho mais você – tudo está relacionado de acordo com o meu status quo: enferma, nostálgica, inquieta. Tirando esses fatos a vida vai seguindo em linha reta, onde nada parece ser capaz de interromper seu trajeto perpendicular. Preciso continuar vivendo, mesmo que ainda falte um pedaço meu, não vou tê-lo de volta mesmo, terei que me conformar, às coisas só vão fazer sentido novamente, quando alguém novo aparecer e me presentear com um pedaço assim: <3 pra colocar no lugar do antigo, pra tudo voltar ao normal.

terça-feira, 14 de setembro de 2010




Eu estou incompleta, é que está faltando um pedaço meu, mas ele ficou com você, dá pra me devolver? estou precisando dele pra ser feliz de novo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Arco-íris

Vi um arco-íris tão lindo, não me lembro de ter visto um mais belo quanto o que eu vi hoje, registrei o momento a-lá Claire Colburn de “Tudo acontece em Elizabethtown” com minha câmera fotográfica imaginária nas mãos, pra nunca mais esquecer, da sua grandeza e suas cores vibrantes.
Fiquei olhando o arco-íris por longos minutos até me dar conta que uma chuva se iniciara sem que os pingos me incomodassem, não os senti, meu corpo estava alheio, anestesiado, o milagre enchia meus olhos, inundava meu coração com terríveis sensações que eu jamais imaginei sentir por estar vendo um mero arco-íris, fiquei feliz por estar ali, no quintal de casa, vendo o Julian rolar na areia, e presenciar um arco-íris surgir entre as nuvens cinzas. Bons fluidos, vibrações positivas – quero acreditar que foi isso que ele veio me trazer.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Saudade

Porque a gente sente saudade?
Saudade é um doença... que dá dor de cabeça, faz doer o coração.
Podia ter um remédio pra saudade, quem sabe até uma cura.
Seria querer demais, pois sem isso como saberíamos a importância que as pessoas tem na nossa vida.
Quando a saudade bater pega o telefone e liga, diz EU TE AMO.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quando lembro de você

Ontem fez um ano que te vi pela primeira vez, lembrei disso hoje de amanhã quando me dei conta que tinha sonhado contigo, e no sonho você fugia de mim, como na vida real, na dura e cruel realidade, onde me desprezar parece ser seu passatempo preferido, o meu sentimento não será correspondido, ao menos isso eu posso tentar entender, apesar de não me agradar a idéia.
Eu odeio a minha boa memória, de me lembrar do dia, da hora e até a primeira pergunta que te fiz, na tentativa de fazer você se sentir a vontade, na verdade eu te achei um cara tão diferente dos outros e ainda não sei por que essa sensação me invadiu naquele momento, alguma coisa aconteceu ali, um encantamento, o meu desejo de te cativar, de fazer uma nova amizade na minha vida, foi de um jeito muito natural que nos tornamos amigos e do mesmo jeito nós deixamos de ser.
Minha mãe postiça certo dia me falou uma coisa que ainda ecoa na minha cabeça – “Ele nunca foi seu amigo” eu sou obrigada a concordar com ela, não quero mais ficar pensando nisso, nos erros e acertos, agora já não há mais nada o que questionar, é só um incomodo de ter que conviver com uma história inacabada, era pra ser assim ... Vamos seguir caminhos opostos que talvez nunca mais se cruzem, essa possibilidade me alivia.
Lembro, vejo, sinto.





*É a última vez que me permito lembrar... ADEUS!

Tempo

Eu caio nas minhas contradições de jamais repetir os mesmos erros, teimo e faço igual, um ato de burrice que não me larga.
Vou desperdiçando um tempo valioso, que passa rápido demais – meu ouro.
Como o tempo meticulosamente traz certeza, agora tudo faz sentido foi melhor que tudo tenha sido assim, pode até ser a plenitude do meu conformismo, mas agora analiso a situação de outra forma, com outro olhar, um novo olhar, de quem ouviu essa história e não de quem a viveu, ao lembrar do fatídico enredo hoje me dá vontade de rir, de chorar apenas com o exagero das muitas gargalhadas dadas, meu rosto tem estampado uma particular felicidade, reflexo do meu interior, do meu jeito transparente, de quem me olha parece enxergar tudo dentro mim em fração de segundos.
A vida tem muito mais a oferecer... onde compartilho bons momentos com minhas mães, pais, manas, xolós, meninees, amigos do peito ou que sejam simplesmente meus queridos amigos, e é neles que deposito a melhor parte de mim sem esperar nada em troca.

Do meu eu

Sou um diário sem chave
A verdade estampada em meu rosto
Um livro aberto
Que para ser compreendido
Basta a paciência do leitor
Para interpretar as entrelinhas
As paredes brancas do quarto me sufocam
O teto quer desabar sobre minha cabeça
A qualquer momento
Enquanto me embriago de tédio
No balançar da rede
Os movimentos repetitivos pra lá e pra cá
Renovo meus pensamentos
Tentando criar uma preocupação
Que possa prender minha atenção
As grades da janela – minha cela
Presa dentro de mim mesma
Não tenho vontade de querer nada
A impressão que apagaram tudo de mim
Ah! Vida
Vai ser preciso me ensinar de novo
Das sensações.

Estar, sentir e viver

Meu pé está no chão, sou mais uma no mundo, povoando essa terra de ninguém ou que seja apenas de um só – O todo poderoso.
Um beliscão pode até doer, mas creio que a dor gerada por ele não vá ser maior que uma palavra dita numa hora errada, são formas distintas de sentir.
Com as duas mãos no queixo em cima da janela, estou vendo a minha própria vida passar como se fosse uma paisagem da qual me ponho a admirar. É chegada a hora de fazer parte do cenário que enche os olhos, escrever uma nova história, ah quem me dera reescrever as antigas.



*Ao fundo Ela/Ele - Sandy

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Enouquecendo

Um dia a mais das incontáveis noites insones – quando paro e penso na vida. Não está virada do avesso, apenas a espera de algum acontecimento novo, pra mudar os ares, pois quando a quietude vem assolar o coração, logo ele se apruma, a tempestade vem adiante, o inconsciente a me dizer: “se proteja”.
Como vai você? Está tudo bem? - Os queridos amigos a me perguntar, e digo sim vai indo... estou “ENOUQUENDO” expressão criada por mim que significa não sentir nada, como se fora um estado superior a qualquer outro sentimento, algo que não tem cor, um zero na matemática , uma coisa não existente. A vida segue sem roteiro, sem plano nenhum plano especifico, propício a qualquer coisa e como não ser assim, se viver é isso.

Uma hora qualquer

Músicas no volume máximo, quarto escuro, sozinha com meus pensamentos, mentalizando que tudo pode melhorar – assim seja, pois se eu derramar lágrimas ninguém vai enxugar.
Vou fazer mantras, me entreter, escrever, criar notas pro meu futuro violão, dessa vez não vou curtir a fossa já não vou me permitir a isso.

VOU SER FELIZ VIDAAAAA! [em raras vezes acredito nisso]
Andei me perguntando se eu soubesse antes?
Sim, faria tudo igual! Como os meus textos eu diria que não mudaria uma letra se quer, nem mesmo uma vírgula, seria a mesma coisa.
Queria que todos esses dias, o que eu sinto agora, e que esses acontecimentos se personificassem pra que eu colocasse tudo dentro de um baú, que eu pudesse destruir, como se nunca tivesse existido, quero esquecer já...

EU HEI DE ESQUECER [que seja rápido]
Nada de seguir “dez passos” eles serão dados com o tempo, pela necessidade de estar naturalmente forçada a não lembrar mais, vou ficar quieta no meu canto.

Ela estará a cantarolar os versos do poeta ...
“Foi tanta força que eu fiz por nada
Pra tanta gente eu me dei de graça...
Será que o tempo sempre disfarça?
Tomara um dia isso tudo passa.”
Leoni – Doublé de corpo

domingo, 18 de julho de 2010

Registro

Sou oca
Sou oca
Sou oca – não devo ter sentimento.
Esse é o desejo de algumas pessoas, e pelo excesso deles sinto como quem sente todas as sensações do mundo em uma só – eu.
Pra bom entendedor meio ou nenhuma palavra basta, uma sabedoria que vem não sei da onde, simplesmente se sabe não adianta questionamentos.
Eu deveria ser oca e não ter sentimento pelas pessoas, talvez assim tivesse a sensatez de me por em primeiro lugar antes de qualquer coisa, eu seria poupada de tantas coisas ruins, pois ninguém faria o mesmo, e a vida me ensinou da maneira mais difícil – pela decepção.
Prezo pela verdade, posso até estar errada, mas será preciso que alguém aponte minhas falhas, pra que eu possa corrigi-las, não me importo de admitir, a sinceridade é tão pura por isso ela se torna tão rara, não julgue sem saber o porquê, é como se estivesse caindo num poço bem fundo, ao invés de dar a mão e ajudar a sair, acontece o contrário, aquela mão vai te empurrar pras profundezas do poço.
O objetivo nunca foi provocar a discórdia ou chateação com minhas palavras, só escrevo sobre o que sinto dessa vida, desculpa se me apaixonei, se quem eu mais confiava me desrespeitou, obrigada “amigos” por não perguntarem, fui julgada e condenada sem direito a defesa... sou culpada!
São minhas opiniões... quem se importa?
Talvez eu feche os olhos e esqueça tudo amanhã
Por hoje é isso.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É proibido sentir

O que fazer?
Com todos esses sentimentos
Que estão em meu peito
Guardados aqui dentro
Gosto de expô-los somente em palavras
As linhas escritas têm mais força
É proibido sentir
É muito fácil julgar
Vem aqui trocar de pele comigo
Pra saber o que se passa
Vem tentar me entender
Me questiona, se manifesta de algum jeito
Pois sem isso
Vai continuar tudo na mesma
Eu escrevo e você lê.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Memórias

Fazia tanto tempo que eu não punha meus pés no quintal de casa, hoje me deu uma vontade tão grande, como uma sede insaciável, bateu a nostalgia que vem me visitar quando o ócio me corrompe, dos bons tempos de se sujar na areia, andar descalço, cair de bicicleta, dos jogos de vôlei com as meninas, das briguinhas sobre quem tinha o melhor time, o melhor calçado, o melhor vestido pra usar no dia domingo, mulheres não importa a idade que elas tenham, sempre vão querer competir uma com a outra, no nosso caso era uma disputa saudável, a gente se amava só pelo simples fato de estar ali crescendo juntas, carrego no peito a amizade delas mesmo que estejamos separadas geograficamente, isso é um detalhe.
O pé de acerola que plantei com o meu pai, foi aí que descobri a minha alergia a essa tipo de planta, lembrei disso hoje, porque mesmo sendo bem grandinha a mãe ainda me pede que eu mantenha distancia dele, deu poucos frutos uma ou duas vezes não sei ao certo, mas ele ainda está lá no quintal, diria que ele é um símbolo da cumplicidade que eu tinha com meu pai, me perguntei porque ele nunca morrera, talvez na natureza não exista cronologia, esse negócio de medir o tempo vive-se e pronto.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Noite festiva

As luzes, a música, o pequeno universo de pessoas, complementam o clima contagiante, atrativo pra qualquer um, lá estou eu rodeada de pessoas queridas, vamos celebrar a alegria, passado um bom tempo, me sento, mas o sentimento de sentar durante a festa me parece o mesmo que parar a vida, tento observar com mais cuidado, minuciosamente cada detalhe, a cor da camisa de alguém que passa, o corte de cabelo diferente que a menina tem, o pensamento não se limita só aquela festa, ele vai mais longe sem querer, ultrapassando aquele ambiente, porque de verdade em verdade a mais forte delas prevalece e me persegue, bem que podia ser diferente.
A falta de uma presença me atormenta, olho pros lados pra ver se a sorte me sorri logo me dou conta de que isso não acontecerá. O inconsciente a me perguntar: Se ele estivesse? Se ele falasse comigo? Se ele me esnobasse. São tantas perguntas que nem penso nas respostas, era mais um desejo, queria tanto só pra saber como me sentiria, pensei em tantas coisas se isso pudesse ser possível, tenho certeza que não me controlaria, parece que é tudo em vão, ele não sabe o que acontece em mim, vou deixar minha lucidez de lado pra ver se te esqueço, deixa eu voltar pra festa que é quando eu não me entristeço.

domingo, 4 de julho de 2010

Nosso carrossel

Ele abriu a porta, como quem abre caminhos, parecia que ali era eu e a felicidade, que se apresentava no simples abrir de porta, de imediato me veio a cabeça a idéia de criar uma música, pois uma canção é pra isso, pra eternizar bons momentos.
O som da sua voz era doce, fazia bem, ele podia falar horas a fio, contar todas as suas historias, enquanto eu viajava nos meus desejos de ouvi-lo mais e mais, quem sabe um dia sussurrar no meu ouvido.
Eu seguiria seus passos, seu rastro, aonde quer fosse pra que assim ele deixasse de ser um homem solitário, o levaria pra balada e não o largaria nunca mais, e foi num golpe de mil acasos que o encontrei nesse lugar.
Tentei mostrar minha cara nua e falar dos meus sentimentos, ele não quis saber, fiquei pensante sobre o que faria a respeito, só me restou seguir em frente, e esperar até o amor virar poeira, mas ainda procuro noticias dele, ou quem sabe vê-lo de uma visão panorâmica, era tudo que eu mais queria.




*Inspirado nas canções do albúm Carrossel do Skank

Adeus lembranças

Hoje eu quero me lembrar muito de você, antes que a memória apague sua imagem da minha cabeça, espera lembrança! Deixa eu lembrar um pouco mais, pois os olhos mais bonitos que eu já vi, vão me deixar.

sábado, 26 de junho de 2010

Intento

O meu intuito era permanecer parada e congelar aquele momento,quando o sentir me fazia feliz,esquecer que o tempo passa como um medidor dessa agonia de não ter você,às vezes penso que eu devia ter lutado,mesmo que a vitoria não fosse minha,mas agora já foi.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Recomeço, sorte e poesia

A porta de uma loja, o lugar mais inadequado pra se discutir relações perdidas no tempo, lágrimas que não vão voltar pro rosto, palavras que não serão esquecidas quando o dia terminar, pois a memória registra a lembrança que a gente mais odeia. Se tudo deu errado vamos parar pra pensar, achar os culpados, desenterrar histórias, eu disse, você disse, todos nós dissemos coisas feias um pro outro, nada de enumerar acertos, pra ter uma consciência mais tranqüila ao colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, desculpa! Não foi o suficiente, chega desse enredo, só não quero mais fazer o papel da filhinha rejeitada, vamos lá uma boa verdade na cara nunca fez mal a ninguém: você não sente a minha falta e nem eu a sua. Já faz muito tempo que eu tive um pai pra segurar a minha mão e me levar até a porta da escola, felizmente agora sei andar sozinha e você não precisa de uma filha(o), porque agora você tem outros filhos pra educar, que te consomem as 24h do dia ou seja, não há espaço na sua vida pros filhos “antigos” afinal as pessoas são substituíveis e os filhos também.
E pensei a vida não presta, a vida é uma merda daquelas bem fedidas e grotescas, eu vinha pensando isso enquanto esperava o ônibus, depois de vários minutos ele passou, olhava com rejeição as paisagens que passavam por aquele destino do centro pra casa, quando me chamou atenção um ônibus todo verde que dizia no letreiro “Bom Futuro” encarei como um sinal de Deus, talvez nesse mundo existam pessoas numa situação pior do que a minha, tentei me conformar em parte, cada um tem seus problemas, por isso eu fingo esquecê-los na maioria das vezes. Só queria ter mais fé no amanhã, mas tem sido uma tarefa muito difícil pra mim.
Eu estava morrendo de dores, chateada, mal-humorada, a minha cota de paciência havia se esgotado antes que o dia terminasse, decidi sair de casa pra dar uma volta e fui parar numa palestra, com várias palavras engasgadas na garganta, fui olhar uns livros, pois ajuda na minha escrita, eu carrego sempre uma impressão de mim mesma – eu sou melhor escrevendo do que falando, me faz lembrar de quando eu fiquei quase muda aos 12 anos, eu não tinha vontade de falar nada, mas essa é outra história... o meu sonho de menina ainda resiste ao tempo, quero ser escritora e viver de palavras, me agrada ser reconhecida assim, pelas poesias que abarrotam o caderno que já anda cheio deles, a única explicação do meu estar no mundo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Falta de ar

Eu preciso de ar, a rotina me sufoca, tua ausência me sufoca, o teu silencio me devora, nem parece que sou mais eu, eu devo ter me largado em alguma esquina, em algum canto e agora não consigo mais achar, mas estou sobrevivendo aparentemente.
Estou criando uma atmosfera, juntando os caquinhos, construindo um mundo novo, respirando bem fundo, contando até 1000, pra viver mais, porque eu não quero chamar a morte, que ela só venha quando for a hora certa, passei a dormir mais e procurar você nos sonhos e nada de você aparecer neles, era o meu alento, o meu consolo, ouço a chuva lá fora, ponho a mão no peito pra ver se o coração está batendo, se ainda há vida nele, parece que ele se foi junto com o meu eu – perdido.
A canção diz: Oh! No what this?[Oh, não o que é isto?] A mesma pergunta que me faço com freqüência, quando isso vai terminar, os desejos que não me saem da cabeça que estão relacionados a você, me dá vontade de sair correndo e gritando no meio de todo mundo, me expor, sem medo de me olharem torto e pensarem – é mais uma louca no meio de tantas, mas talvez eu continuasse do mesmo jeito, sozinha a me lamentar.
Quero ir de encontro com a alegria, dar risadas, um copo de vinho cairia bem, ou compartilhar bons momentos com os amigos, aqueles a quem posso recorrer no fim do dia, a qualquer hora, os que dividem comigo o peso dessa vida, não quero mais me entristecer pelo o que não tenho, pelo que me falta, sei que amanhã o sol vai aparecer, vou desejar me contagiar com o seu calor, a cor amarelo que tanto gosto, aí sim vou seguir meu rumo, te deixar pra trás, que você fique no meu passado e não possa mais sair de lá.

terça-feira, 25 de maio de 2010

-

A gente teve o nosso “tempo” de sermos um do outro, e fomos de certa forma, diferente dos demais, não foi aquela coisa de toque, de gesto, foi um encontro de gostos, de nos acostumarmos com o jeito de ser, com a maneira de viver, de trocar experiências sobre a vida, foi só um entusiasmo sem compromisso.





*Quando só falar não adianta, uma música se encarrega de expressar tudo que está guardado.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O não-dito

As palavras que nunca sairam da boca
Se um dia tudo fosse dito
Seria em forma de canção... [/as que expressam os sentimentos da alma]
Essa seria a canção que eu cantaria até o fim dos nossos dias
Sem medo algum de parecer ridícula
É o meu inconsciente gritando
Que não te esqueço.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Você me achou ( you found me)

E você me achou, quando eu menos queria ser encontrada
Pra que você apareceu?
Só pra me fazer sentir sensações
Que outrora já havia me libertado
E depois você sumiu
Sem me dar satisfações
Sem repostas
Sem mensagens
Sem o até logo que eu merecia
Na incerteza se você voltaria algum dia
Fiquei a te esperar por um tempo
Mas desisti
Me perdi de mim mesma
E me enchi de uma falsa esperança
Que todo dia me invadia
Quando eu entrava naquela sala
Hoje são só lembranças inofensivas
Não me lembro do tom da sua voz
Não me lembro do seu jeito
Nem do teu olhar
Você não vai aparecer
Respiro fundo e me acalmo
Fico no meu canto
Estou salva de você.

sábado, 15 de maio de 2010

Descartáveis

Um copo de plástico
Um homem másculo
O copo é fácil de amassar
O homem precisa dos amassos de uma mulher
Um pedaço de plástico
Um pedaço de gente
Os dois são usáveis
Pra usar por uns tempos
Ou que seja só por um momento
Quando não servirem mais
O copo vai pra lata de lixo
O homem vai pra lixeira do coração
Sejamos práticos
Todo mundo já usou um descartável.


Descartáveis** faz bem pro meio ambiente e até pro coração!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

20 de Março

“O fundão de uma sala, aquecedores e abraços que surgiram no meio do ano”.

Jôzi Araújo



O fundo de uma sala, uma nova presença e o abraço que eu nunca ganhei, ele surgiu no meio do ano, quantas vezes eu repudiei aquele dia, um novo sentimento em vista com a loucura e a ternura de quem guarda um segredo mortal, mas morre-se de outras maneiras e até de ódio que entristece profundamente, encontrei no colo de amiga que sempre está ali do meu lado, o apoio na situação mais constrangedora que eu havia passado desde então – um ataque de choro, ao dizer que as coisas mudam, que amanhã já nem vai doer tanto assim, ela tinha toda razão.
Sinto que toda aquela avalanche de sentimentos confusos e insanos se foi, igual a uma tempestade, que em um curto período de tempo fez estragos e depois passou, deixando a calmaria.
Só me restou aceitar o teu “desaparecimento” que me cura a cada dia, essa é a melhor parte, não vou te ver amanhã, a sensação de ter te visto com olhos de amor vai passando e ficando menor com o tempo, em pensar que o meu maior desejo já foi correr pros teus braços, de me envolver neles e nunca mais querer sair de lá, mas as coisas mudam pro nosso contentamento, o mundo vai girando... Nessas voltas a quilômetros de ti eu quero estar.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Isso

O que é isso?
Que aparece e desaparece
Que brinca de se esconder
Que arde sem se ver

O que é isso?
Que dói
Que constrói
Que chega a dar medo

O que é isso?
Que sinto
Que não minto
Que é realmente verdadeiro

O que é isso?
Que tento te falar
Que quero te mostrar
Que tudo que eu quero

É poder te amar.

Pensamentos soltos II

Quero fazer uma música
Que não fale de amor
Nem de sofrimento
Onde ninguém sinta falta de outro alguém
A saudade não mate
E a indiferença não encubra um sorriso
O amor não seja busca
Mas sim encontro
Que o tempo passe e faça bem
Capaz de tornar pessoas melhores
A espera seja acontecimento
Se arrepender apenas pelo que não fez
Não pela chance perdida
Viver a vida sem pensar no amanhã
Que naquela esquina
Uma surpresa esteja reservada
Fazer o próprio destino
Traçar planos e realizá-los
Tudo que quiser poder e conseguir
Por mais difícil que pareça
Confiar nos próprios passos
Ser feliz até o fim!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um dia, um adeus e aquele olhar

A manhã estava ensolarada, o sol ficava cada vez mais bonito cada vez que eu o via, encontrei aquele olhar, o mais sincero, o mais bonito e emocionante que já vi, num tom de azul único, parecia que o tempo parava apenas para mim, meu coração disparava e a emoção tomava conta de mim, eram os momentos mais belos que já havia vivido.
O amor não vivemos, teria sido bom provar teus beijos, tocar teu rosto, te olhar sem censura e que visse nos meus olhos o sentimento que eu tinha por ti. A vida às vezes se encarrega de nos afastar de quem mais amamos, mas o que senti a vida nunca poderá tirar de mim. Fiz um trato com o amor, ambos não nos procuramos, um dia a gente se encontra.



****


P.S: Adaptação de um texto produzido por uma amiga muito especial que prefere manter sua identidade em sigilo!! bobona escreve muito bem!!

domingo, 18 de abril de 2010

Pensamentos soltos

Eu ando carente não é só de amor
É de presença
Das pessoas que mais gosto
A minha idéia de esquecer, esqueci
Cadê todo mundo?
Não quero ficar só olhando pro meu umbigo
Que é feio
Quero rir, cheia de sagacidade
Eu sobrevivi
A tantas coisas
E em pensar... Que momento feliz!
Meu repentino desinteresse
Das coisas que tanto importam
As vezes eu me olho e não me reconheço
Ah! Vou deixar pra amanhã
Que nunca vem
A escrita as vezes me foge
A idéia certeira
Como se fosse a batida perfeita
Eu abro a porta
E vejo o mundo tão grande lá fora
Que quando eu saio parece me devorar
Dessa vida sei quase nada
Mas de tudo um pouco quero aprender
Lutar, patinar, escalar uma montanha – seria legal
Pensamentos soltos
As palavras guardam
Deixa eternizar numa folha de papel

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A carta que eu não mando

Foi um tempo bom, uma amizade prematura, já com prazo de validade – poucas semanas, as coisas mudam e hoje já consigo me lembrar de tudo com serenidade, aquele amor, paixão, gostar, seja lá o que tenha sido, se transformou, estou tentando transferir esse sentimento pras minhas coisas, pra família, pros amigos, porque no fim das contas são eles que ficam, haja o que houver. Hoje o dia começou errado, sentei no banco da parada e inconscientemente as lembranças começaram a pairar.
A simples espera de um ônibus que me fazia feliz, só pelo fato de tê-lo uns minutos do meu lado, somente eu e ele, das conversas despretensiosas, do meu riso fácil, já me contentava com tão pouco, do chamado pra que eu o fizesse companhia. Acho que ele me achava legal, quero acreditar que era assim como me considerava, mas o tempo passou, deixamos de nos falar, não sei por qual motivo, mesmo sem nenhum tipo de contato, eu ainda o via como meu amigo, estou respeitando o silêncio imposto.
Enquanto isso, eu decidi me isolar numa “nuvem” pra não sentir nada, pra esquecer o que me fazia mal, essa fase de isolamento fez com que eu percebesse que não preciso esquecer, só deixar de lado as coisas ruins e guardar apenas os dias bons , quando eu o olhava nos olhos e me fazia tanto bem , de me tremer por estar ali na sua presença. Sinto sua falta, não do meu amor, mas do MEU AMIGO, com a tua ausência não me acostumei, quem sabe um dia possamos recuperar a amizade perdida – é o meu desejo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Em cima da nuvem

Não é que eu esteja alheia sobre o que acontece ao meu redor, vivo a vida de fora pra dentro, às vezes parece que estou vendo alguém vivendo a minha vida e não esta que vos escreve, uma outra, um outro eu, de tantas misturas, qual a verdadeira? Pensamento esquizofrênico, mas analisando minhas memórias infantes, lembro-me dos questionamentos sobre o meu eu, que dorme, acorda, come, dorme, faz coisas no impulso. Quem é ela? Quem sou eu? (de dentro pra fora raramente), cuidar, trazer pra si, de morrer com o próprio veneno e depois querer a vida, com a mesmice dos dias, de despertar e não desejar sair da cama, dar sentido mesmo sem nem saber ao certo por onde começar, observar outrem e constatar que pra ser feliz não falta quase nada, pois tenho pernas pra me movimentar a qualquer lugar, braços saudáveis que possam envolver os entes queridos num caloroso abraço e escrever porque sem isso eu desistiria dessa vida.
Nas manhãs quando me perco em meio a tantas explicações, sentada na carteira, ouvir distantes as risadas e conversas paralelas dos amigos, todos sentados no fundo da sala – meu recanto, de ficar calada, olhando pro nada, alguém me chamar pra participar da conversa, já nem estou dentro de mim, uma dose de realidade, no súbito despertar pro resto do mundo literalmente no grito: “DESCE DA NUVEM!”

domingo, 4 de abril de 2010

As coisas e a cor

Sempre as mesmas coisas, as que me rodeiam e eu me permito mudar, pra esquecer os fatos, colocar as dores de lado, voltei a me sentir bem depois de tudo, é assim que vai ser daqui pra frente, o tempo de exigir mais de mim se foi, firmar os pés no chão, não ter mais medo se alguém vai me segurar ou não.
Um papel amarelo que escrevi dias atrás, foi como uma luz a aquecer o coração – estou curada, é incrível como já não sinto nada, isso me alegra, me faz ter esperança no amanhã, meus pés não vão voltar pra aquela direção.


“Outro tempo começou pra mim agora...”
Ana Carolina/ Totonho Villeroy

segunda-feira, 29 de março de 2010

Das feridas

"Demore o tempo que for, a cura sempre vem".

É de olhar que percebo, quem sente a dor, a mesma que um dia foi a minha, hoje já não sofro mais, no início é difícil, mas o tempo passa, faz sarar as feridas, desejo amiga que tudo isso passe e vai passar.
Desassossegue a alma, não se concentre naquele alguém, pense positivo, abra seu coração, os bons ventos sempre chegam, pra mudar, pra trazer felicidade, nas desventuras levante-se, tenha vontade, não foi só você que perdeu.

Confiança

Tendo confiança, eu ando tão contente que chega a ser surpreendente, nem passa pela minha cabeça te desbloquear chega de enfeitar contatos, quero realidade, se eu não tiver sua amizade foda-se, vá pro diabo que te carregue, você não é essencial, eu hei de sobreviver e até viver melhor, eu aprendi a olhar pros lados, fazer escolhas, não me importar com coisas tolas, o mundo gira, no outro dia tudo pode ser diferente, sempre é.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um dia 23.03.10

Eu sinto todas as dores e ninguém se põe no meu lugar, um abraço forçado pra selar a amizade que se destruiu, na competição por um coração forasteiro – sem dona.
A mesma sala, onde tantas coisas aconteceram, cenário de um querer, ele me cativou e eu o descativei, uma daquelas coisa que existem pra acontecer comigo, hoje foi um dia estranho, revi amigas queridas que me salvam e resgatam meu sorriso, tentei evitar o inevitável, uma situação constrangedora, mas isso ia acontecer cedo ou tarde.
Senti-me fora do ninho, meu corpo estava ali plantado na carteira, enquanto o pensamento vagava, as coisas nunca mais serão as mesmas, somente os personagens.
Uma aula, uma pergunta: “Por que você escreve?” respondi mentalmente, eu escrevo pra me expressar, fechar feridas, dar cabo do que guardo pra mim e pra um leitor em especial, mas no fim das contas as linhas escritas são pra mim e por mim.

sábado, 20 de março de 2010

Ele

Ele me odeia

Ele não me olha

Ele não fala

Ele me cala

No fim é sempre ele.

Laços

Em minha vida houve alguns laços, uns que eu remendei, outros que os tornei inquebráveis com intuito de conservar amizades, mesmo que distante fisicamente o coração nunca deixa esquecê-los.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Súbito de um aparecimento

Curiosamente descobri que talvez eu o veja, mas cedo do que eu imaginava e agora isso me aflige não que eu goste dele, mas sim porque ficaram tantas coisas perdidas no silêncio.
Isso vai acontecer, vou vê-lo, confesso que tenho medo da minha reação, talvez me cale como tenho feito nos últimos tempos, talvez eu fale todas as coisas que ficaram intaladas na garganta, eu já tinha deixado de pensar nele e como eu disse há pouco a uma amiga que me perguntou o que eu sentira por ele, em resposta disse: “Contanto que eu não o veja, vai ficar tudo certo”.
Não ficarei remoendo a expectativa, o que tiver que ser será, tudo vai ficar mais fácil, já que querê-lo faz parte do passado.

sexta-feira, 12 de março de 2010

-

"A noite eu me deito e sonho com as coisas mais loucas..."

Sonhos são reflexos dos desejos da alma, miragem do que deveria acontecer, ultimamente não tenho sonhado, venho procurando saber o motivo do meu não sonhar, quero voltar aos áureos tempos em que sonhar toda noite me fazia feliz e sempre trazia mensagens reveladoras.

sábado, 6 de março de 2010

E viva la vida loca

Um acontecimento que não aconteceu, uma morte que não se consumou, foi um seqüestro, talvez o primeiro seqüestro felino que já se teve notícia que eu já tenha visto e ainda mais vivido. É meus amigos Julian não morreu, está aqui, vivendo sua sétima vida, o importante é que ele voltou pros meus braços, eu pude cheirá-lo, sufocá-lo de tanta saudade que senti nesse meio tempo, ele está de volta!!!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Julian III

Assassinaram meu gato e não posso fazer nada a respeito, as pessoas que fizeram isso são feitos de maldade e falta de amor no coração, uma voadora na cara seria o mínimo dos castigos.
Na tentativa de me fazer acreditar que ele estava apenas perdido, sem saber voltar pra casa, sonhei com ele, que eu despertava e ele estava ali sereno e bem alimentado, carente dos meus carinhos, de quando eu o olhava e dizia a todos o quanto ele era bonito, um malandrinho, mordia meus pés, era um atrativo especial pra ele, eu saia correndo pela casa pra fugir das carinhosas mordidas, de quando sentia saudade dormia em cimas dos calçados.
Quem vai correr atrás de mim?
Quem vai pedir um pouco de meu almoço?
Quem vai ficar miando toda vez em que eu sair?
Quem vai me despertar todas as manhãs com mordidas?
Quem vai ouvir Strokes comigo e ficar me olhando como se eu fosse o máximo?
Ninguém vai trazê-lo de volta, mas as lembranças dele – ninguém vai matar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Julian II

E o que sobrou dele foi isso...

Os bons momentos ficarão na memória, ele foi um bom gato, meu companheiro rocks! e por isso foi batizado de Julian, ele adorava me ver batendo cabeça enquanto eu entoava as canções dos Strokes, diga-se de passagem nossa banda favorita e eu não quero nem ter pensar com vai ser daqui por diante, tento aparentar uma força que não tenho, a ficha não quer cair, vez ou outra me pego o procurando, no fio de esperança que insiste em fazer acreditar que a qualquer hora ele vai entrar por aquela porta correndo, cheio de fome.

Ele apareceu como um presente, na véspera do meu aniversário,um presente dos céus, nem se quer vou ter a oportunidade de comemorar nosso aniversário juntos, me lembro como se fosse ontem, chegou cheio de amor, pequeno e indefeso querendo apenas ser bem cuidado, se apegou rapidamente a todos de casa e nós ele.

E se ele estiver perdido por aí, que ele encontre o caminho de volta ou que boas pessoas o encontrem, que cuidem bem dele, saber amar é o forte dele.

“É preciso amar como se não houvesse amanhã”

Se pelo menos passasse pela minha cabeça que aquela seria a última vez que eu o veria, teria me despedido decentemente dele, o meu conforto é que no fundo ele sentia, o quanto era amado por mim e principalmente pela Nil.

Saudades Julian, meu Julinho <3 uma parte minha estará sempre com você.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O dia em que fui procurar um emprego

Durante a noite não dormi muito bem, acordava de hora em hora, era meu psicológico avisando que eu não podia dormir demais, como faço todos os dias, um compromisso importante me aguardava pela manhã.

Chegando lá me deparo com uma fila gigantesca, peguei a senha e fui sentar pra esperar chegar minha vez, mas logo fiquei impaciente, toda espera é angustiante, só de pensar em ter dinheiro na conta mensalmente, me fazia reluzir os olhos, as compras, as viagens, as baladas no fim de semana.

Senha 812, guichê 2, era minha vez, sentei na desconfortável cadeira azul e joguei toda as expectativas naquele balcão, conforme a moça me atendia, minhas chances iam diminuindo, percebi pela fisionomia dela. Terminada toda a burocracia ela me disse: “Não há vagas, mas qualquer coisa entraremos em contato, obrigada! “ coloquei as expectativas no bolso e fui embora, com toda frustração que se pode ter.

Algodão doce

Ontem fui um dia estranho, acordei chorando por vê-l o no meu fatídico sonho e durante o resto do dia repudiei aquela imagem, tentei dormir sem sucesso a lembrança havia se impregnado em mim, mas hoje o dia foi mais contente sinto que posso controlar meus sentimentos em relação a ele, constatei isso ao sabor de um algodão doce, que mamãe me deu enquanto dizia o quanto aquela iguaria infantil me deixava e ainda me deixa feliz, sozinha fico melhor, com o tempo vai passar, de certa forma pensar assim me conforta.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

ZZZzzzzZZZZzz

Acho que todos já se cansaram de mim, do meu lamento e até eu cansei de mim mesma, as férias já estão no fim, durante esse excesso de tempo livre só fiz pensar nele é trágico falar nisso, quando as aulas começarem vou disfarçar um belo sorriso no rosto pra ninguém saber que por dentro está tudo destruído, sinto falta dele sem querer, ele nem sabe disso somente umas poucas pessoas, com o começo do ano letivo as amizades serão reatadas menos com ela eu ainda sinto raiva dela por ter me atrapalhado, nem sei como vai ser nosso relacionamento depois de tudo que se passou, tentei não cultivar um possível ódio por ela – não consegui, estou colecionando derrotas, pra uma garota de vinte um anos a lista é razoavelmente vasta, enquanto escrevo esse texto inútil, me agarro a herança da amizade dele, as canções, parece que ele adivinhou meu gosto, eu queria poder esquecer essa história agora, nesse exato momento.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Redescobrindo o caminho

Fazia tempo em que eu deixara de dar o ar da graça na casa de minha vovó, os motivos que me levaram a tomar essa decisão foram absurdos, mas ultimamente tenho tentado ser mais presente, nessas duas semanas fui lá mais do que o de costume. Aquelas paredes...só de tocá-las a minha memória traz lembranças, quando chegávamos da escola, dos lanches nos fins de tarde eram sagrados, com todos os netinhos em volta a sua risada marcante que eu poderia reconhecer em qualquer lugar. O tempo passou os netos cresceram e se tornaram pessoas de bem como ela sempre desejou eu nunca esqueço da singularidade que é estar com a vovó.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Julian


Se um dia eu não mais tiver quem corra atrás de mim, me desperte logo nas primeiras horas da manhã, uma parte de mim vai junto.

O vento

Da janela ouço o vento, como se fosse melodia, pra lá, pra cá, no meu desejo que ele pudesse varrer a memória, a mais insistente delas, que teima em me fazer lembrar.

Final

A página dessa história pode ser virada ou como se espera, ser simplesmente arrancada, não terá continuação.

Singular

Aquela canção
O seu sorriso
O que eu sinto quando está por perto
Nossa amizade
Teu toque
Nossa repentina proximidade



"Vou morrer de saudade..."

Reaprendendo...

Desvencilhando-me
Desaprendo a esquecer
Não me reivento
Necessito mudar esse destino
Continua o desatino
Olhares perceptíveis
Que preferia ignorá-los
Creio que não será possível
Fico descontente
Quero reaprender a viver.


Sobre laços

Os laços que se entrelaçam em volta do coração, quando isso acontece é porque você foi cativado, daí por diante eles tem que ser preservados com muito cuidado, doses de amor, carinho, respeito e gratidão, assim podem perdurar na eternidade

Foi só um sentimento de 2009

Será que vai chegar o dia em que não sentirei mais sua falta? o dia em que vou parar de me culpar por não te-lo do meu lado, vou poder me olhar no espelho e constatar que seu amor já não se refletem mais em meus olhos, o dia em que andarei em outra direção que não me leve até você, dia esse que não lembrarei que você está ali, naquele mesmo lugar.
Será que um dia você vai me olhar e pensar, porque não com ela? o dia em que vou parar de acreditar que você virá, eu ainda estou aqui, é chato e me custa admitir que eu gosto de você, que a porta está aberta pra você que ela nunca se fechou e quando eu pensar na palavra Amor vou associá-la a você, por mais que eu procure em outros só encontro você dentro de mim.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A incrível história de... (meu olhar particular)

Foi em agosto mês do aniversário dela, alguém novo surgiu como quem traz o último sopro de vida, a esperança se renovava, ela ainda podia se apaixonar novamente, mesmo tendo pensado que isso jamais aconteceria.

Mas havia um obstáculo, ela não foi a única a ver com outros olhos a presença daquele novo rapaz, sua amiga também e aí começaria o dilema, realmente valia a pena? A princípio não, pois amizade e respeito são essências, principalmente entre amigos. Ela tentou esquecê-lo... Em vão, não conseguiu, os dias foram se passando, as coisas iam se complicando amizade x paixão e uma escolha foi feita.

Eles se aproximaram, até os princípios foram postos de lado, arremessados pela janela, o que fosse pra ser seria, não adiantava fugir, ela pode conhecê-lo melhor, desvendou uns poucos mistérios que ele trazia, mas havia muito mais.

O tempo foi curto não houve tempo pra conversa franca, ela não se importava se o sentimento era recíproco, só queria que fosse revelado, a verdade que ela tentou preservar por medo, na tentativa de poupar que não merecia.

E no fim das contas ela percebeu que nem ele e sua amiga eram dignos, foi decepcionada, o seu senso de justiça falhou, pois essa qualidade é privilégio de poucos e concerteza não era o forte de sua amiga. Ela aprendeu que calar-se pode ser o desfecho mais sensato, é menos doloroso pensar que poderia ter sido bem pior, um belo conforto, saberá seguir em frente como sempre fez.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Três mulheres

A primeira vindo de tantos outros amores, quando finalmente encontrou o escolhido pensara que a felicidade estava completa, mas não ele a decepcionou a trocou pelo incerto, preferiu o caminho das pedras, o da dor e aquela mulher não quer mais amar, acha que a vida já lhe dera sua chance.
A segunda não se permite, prefere vestir sua armadura inabalável, feita do puro medo de se machucar, mesmo tendo a oportunidade de experimentar as loucuras do apaixonar-se, recebe vários convites pra noites em restaurantes - foram todos recusados.
A terceira é sonhadora, vive de amores inventados, já amou uma única vez e não foi correspondida, ela tenta seguir em frente, as experiências lhe ensinaram lições preciosas ficou mais forte, mas as histórias se repetem com o mesmo fim, ela sempre fica sozinha.
Os enredos se misturam e no fim do dia vai estar as três mulheres, na mesma casa, no mesmo lugar.

...

É um caminho perigoso, cheio de incerteza não se sabe o que estará reservado, pode ser a alegria ou a mais profunda dor, o que quero? o que espero da vida? é preciso dar sentido, um motivo pra continuar a viver. O sol brilha mas as vezes se esconde de mim, nos dias angustiantes quando os amigos não estão pra me contentar, os bons continuam comigo, do meu lado, no fim do dia já sei pra onde posso correr.

Pra ser sincero

Se me distraio, te acho aqui
Guardado em meu ser
Pra ti serei sempre piegas
Lembra-te daquele amor
Que de todos
Foi o mais sincero.

Redenção

O que ela fará? seu amor quer ir embora, já não vão mais se olhar, nem conversar como naquelas manhãs enfadonhas, o trocar de gestos mostravam sinais, de um sentimento camuflado pela serenidade daquela mulher. Ele a faz sofrer sem saber, ela não ligaria se no fim do dia um beijo ele roubasse, seria um belo final pra aquela paixão temporal - fosse como redenção.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sobre a morte II

Se a vida me for tirada enquanto faço o que mais gosto - me vou contente.

Medo

Que cala a boca
Trava os movimentos
E não permite
A sinceridade
Interrompe as chances
Deixa se perder no tempo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Esquerdo de ser

Sou diferente
Sou canhota
Até no jeito de pensar
De como vejo a vida
O outro lado
Sou esquerda
E quem disse que o pé esquerdo
É sinal de azar
Está enganado
Ser esquerdo é uma marca
Que só os privilegiados tem
Uma diferença que não passa despercebida
Pelos olhos de quem vê um esquerdo escrever
O esquerdo não é errado
Não é direito
Somente na mão que escreve
Pois a esquerda e a direita
Não fazem diferença
Aos olhos do criador.

Visão

Ele estava especialmente bonito
Foi um olhar de saudade
Daqueles olhos azuis cor de céu
A beleza do sentir
Do querer te ter pra mim.

"Dizem que eles vão e voltam..."

Será que vai seguir meus passos?
Lembrará da minha voz amanhã?
Que eu olhei no fundo dos teus olhos
Procurando respostas
Procurando um jeito
E até me procurando lá dentro
Vai voltar?
Só o tempo vai dizer...
Que ele me mostre de algum jeito
O destino que eu não aceito.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A arte do seu jeito

Passos lentos quase desmotivador, olhar distante, quieto no canto da sala , o mundo só parece existir nas suas canções de heavy metal, aquele sorriso tímido na maioria das vezes de mau humor. No azul dos olhos carrega mistérios, cumpre aquilo que diz por mais que o tempo passe, será sempre uma icógnita pra mim.

Sobre sentimentos

Acontece quando você menos espera, no começo é assim, luta-se contra os sinais; mãos que suam, corpo que treme, coração que acelera e a falta que aquele alguém faz. Não tem muito sentido e é sempre pela pessoa errada, tem necessidade de ser bem quisto, de demonstrar mesmo com o gesto mais desajeitado, nunca se sabe o que vai fazer direito, se vai lutar ou tentar esquecer.
O coração não obedece, ele simplesmente comanda o corpo, vontade de trazer pra perto, de tocar, beijar, carinhosamente afagar; mas todos têm medo de sofrer, tudo faz parte do aprendizado.
Desejei um sentimento racional, coisa impossível pois a beleza do sentir vem daí, do descontrole, da insanidade que traz, é preciso se perder.

A lembrar

Achei que fosse ter uma lembrança melhor de você,
Terei que guardar apenas aquele olhar de relance,
De quem um dia me percebeu,
Que sempre soube,
O que eu teimava em esconder,
Agora ficará engasgado no peito,
Desse jeito inacabado,
Não houve a oportunidade de ser iniciado,
Sem sentido, indefinido.
E com o tempo nem se lembrará de mim,
Enquanto isso eu ficarei aqui,
A lembrar.

Ódio

Eu te odeio pelo tempo que perdi;
Eu te odeio por ter passado tanto tempo ligada a você;
Eu te odeio por ter oferecido de bandeja meu amor;
Eu te odeio por tudo que fiz;
Eu te odeio por tudo que não fiz por sua causa;
Eu te odeio por acreditar que ainda existia esperança;
Eu te odeio por ter vivido tanto tempo ligada a você;
Eu te odeio por sentir esse amor, que tanto me cegou;
Eu te odeio por nunca mais querer passar por isso;
Eu te odeio tanto ou quanto te amei;
Eu te odeio porque só o ódio pode me fazer te esquecer;
Eu te odeio por ter me enganado;
Eu te odeio por sentir vontade de te ver;
Eu te odeio por sua ausência;
Eu te odeio por estragar minha alegria;
Eu te odeio por ser responsável pela minha tristeza;
Eu te odeio por querer te trazer de volta;
Eu te odeio por me fazer sentir que a vida não valia a pena;
Eu te odeio por olhar no relógio e ver como o tempo demora a passar sem você;
Eu te odeio por pegar no telefone e ter saudade da sua voz;
Eu te odeio por não me querer;
Eu te odeio por me fazer sentir rejeitada;
Eu te odeio por perceber que tudo foi ilusão;
Eu te odeio por saber o quanto é cruel;
Eu te odeio pela sua hiprocrisia;
Eu te odeio pela sua indiferença;
Eu te odeio por saber o quanto somos diferentes;
Eu te odeio por me fazer perder a capacidade de amar;
Eu te odeio por saber que depois de você;
Jamais haverá outros.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sobre solidão

Estar só faz tanto tempo que fiquei assim , me acostumei, não há vinculos, não há sentimentos, não há nem mesmo com quem eu possa dividir os meus pensamentos, não tem ninguém a minha espera, parece triste e até meio sofrível, andar pelas ruas, passar frio sem um abraço, escutar uma bela canção e não associá-la a ninguém, é isso somos eu e a solidão.

Desabafo

A gota d’agua

Foi você não querer me ouvir

Me fazer ficar com tantas palavras a serem ditas

Isso me frustra profundamente

Essa sensação de te me calado

Do quase

De como poderia ser diferente

Eu não teria que me arrepender

Como agora, foi covardia, foi tanta coisa

Misturada ao meu medo

Não posso voltar no tempo

A chance passou por nós dois

Espero que um dia

Eu deixe de imaginar

Como poderia ter sido eu e você

Juntos, entrelaçados

E isso não passa

Todos os dias são assim

Como uma tecla a martelar na mesma nota

No fim das contas

Fico a imaginar

A história que não vivi.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Infantilidades

Cresci mas a criança que vive em mim jamais vai embora, mesmo sendo ainda uma recém adulta me sinto envelhicida por fora e tomo atitudes infantis, as vezes até choro por não ter o que desejo como quem chora por não ter um brinquedo, faço birra mesmo quando todos dizem que estou a envereder pelo caminho errado, teimo e faço o que quero não tenho mais jeito.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Devaneio

Uma dor de cabeça me chateia, mas não me deixa de mal humor já que estou quase debruçada na cadeira, converso com alguns amigos que estão distantes e penso que maravilha é a tecnologia só assim mato as saudades – relativamente. Nos aproxima e isso que importa. Durante os longos diálogos via MSN debatemos sobre o futuro me diz a amiga: “ estudo – trabalho – diversão” reflito sobre as tais questões, me esforço nos estudos, ainda não procurei um trabalho e só quero saber diversão, como naquelas tardes em que reunimos os amigos pra comemorar a vida e nos alegrar com o doce sabor do vinho, gosto quando esses momentos são proporcionados.
O devaneio lembro de um professor que dizia tal palavra no seu desespero de controlar uma sala de aula com 50 alunos, tarefa difícil mas não impossível para ele e não faz tanto tempo assim, hoje o sentimento que tenho é de estar perdida na confusão da incerteza de não saber por onde começar, no desejo de dar um novo rumo a minha vida, ganhar dinheiro, sair de casa, ser independente, soltar a barra da saia de mamãe ou até mudar de profissão seria o primeiro passo.
Essa inquietação não me deixa, queria poder prever o futuro e não apenas imaginá-lo como pode ser daqui há 5 anos, enquanto ele não chega volto pra conversa com a amiga com o intuito de viver a vida, amanhã é um novo dia e o melhor poderá acontecer.

Sobre a morte

Hoje eu vi a morte sentou do meu lado e me olhou profundamente, dei um breve suspiro por um instante pense que pudesse ser o último de minha breve vida, assustada fiquei quando parecia ter chegado a hora, fechei os olhos depois os abri pois não chegara meu dia – ainda bem.

Início meio e fim

São assim as histórias todas tem suas fases, mas as vezes nos frustram o inicio que não deu certo, o término prematuro ou que foi bom enquanto durou, na minha pequena experiência de vida me prendi em algumas historias, lamentei a forma com que algumas delas acabaram e aprendi que não importa se foi bom ou ruim, eu vivi intensamente cada umas delas, ah como desejei voltar no tempo pra consertar meus erros, poder fazer diferente.
Mas não deu e nem nunca vai dar, o tempo passa e põe as coisas em ordem o que passou se torna parte das lembranças, sempre gostei dessa mágica do tempo de trazer o esquecimento, fazer sarar feridas é interessante o seu poder.
Não temo me contento por assim dizer, fiquei só pra ser mais feliz.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Is this it

A vida é assim: não se rema contra a maré,nem se luta por uma causa perdida, simplesmente aceita-se os fatos, é o fim da linha.

Noite quente

As nuvens, o breu, a neblina que encobria meu humor se desmemanchou, passou, não guardo raiva nem mágoa, o melhor é saber perdoar, não há motivo pra tristeza na noite quente o gelo derrete, o coração se aquece, vou ser feliz.

Real + izar

Te realizo nos meus versos somente neles, não há eu e você.

Ligação

Uma ligação perdida... mesmo que desperdiçar a opotunidade? não sei quem estava do outro lado da linha e por mais que eu tente não deixo de pensar, bem que podia ser você a me procurar

Inquietude

Em dias como esses
Quando lembrodos teus olhos
Fico pura inquietação
Não inventei aqueles momentos
Eles existiram
E fui tão eu
Ao cantar aquela canção
Que traduz o que você é pra mim
Quero tudo outra vez
Peço a Deus
Pra tornar meu desejo possivel.

Caminhante

Desde criança trazia um sonho consigo, o da liberdade enquanto os outros esperavam do futiuro terem uma vida estável, ela só queria sair por ai sem destino, pensou que o mundo caberia na palma da mão.

Convite

Te pego pela mão
E te faço o convite
Vem pro meu mundo
Que eu nunca mais te deixo ir

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Um desejo

Hoje o meu desejo é sumir das tuas vistas mas é só por hoje, amanhã inventarei um novo desejo e uma nova forma, de aprender a viver sem você.

Elo

Ele e ala unidos por um elo - a canção, que os tocou no fundo da alma, os cativou

Ao que vai chegar

Tentando prever meu futuro
Imagina-lo positiviamente
A sensação não me deixa me paz
Como se estivesse me preparando
Ao que vai chegar
Enquanto nada acontece
Vivo de tédio que se mistura com a solidão.

Talvez (Maybe)

Talvez eu corte o cabelo
Ou fique careca
Talvez pinte o quarto de roxo
Ou derrube as paredes dele
Talvez faça novos amigos
Ou esqueça os de sempre
Talvez encontre um amor
Ou nunca mais me apaixone
Talvez eu largue os estudos
Ou ponha uma mochila nas costas
Pra sair sem destino.