Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

-

Enquanto contemplo solidões em uma praça de alimentação plena terça feira, olhando pros lados, identificando rostos familiares, eu espero ver o teu, que por dentro tenha uma vozinha dizendo que dificilmente eu aguente sobreviver a tua aparição, seria Deus tendo piedade de mim? Espero que sim, toda e qualquer colher de chá é muito bem vinda nos últimos tempos, tempo esse em que tu se transformou numa espécie curiosa de lenda, muitos já ouviram a história que tu protagonizou, mas ninguém jamais te viu. Já contei dois rostos conhecidos, nenhum parecia o teu, porque eu não posso te ver? Meus olhos precisam comprovar que tu ainda é vivo, e que continua respirando sem mim.
Não que eu precise de você pra me manter de pé, habitando esse mundo, quem sabe te ver me “acalmaria” eu mal consigo dar dois passos pra qualquer direção que seja, estou farta de pedir a todos os seres e energias que corroborem.
Na verdade nunca entendi direito a dinâmica da vida, de retirar de cena quem a gente queria que ficasse mais e sempre, não quero mesmo entender, que os meus mentores me perdoem, não facilito o trabalho deles, eu bem sei.
Por incrível que possa parecer, eu feliz do teu lado, mesmo que me segurando na corda bamba, das inseguranças, insisto em lembrar de tudo, por ter permitido que tu me fizesse bem ali, pra depois me retribuir com maldade, assim havia de ser, ter planejado um futuro contigo, foi o pior dos meus erros.


Ouvir: Lado Ruim - Vivendo do Ócio.

domingo, 25 de junho de 2017

-

Teve um dia que o meu corpo exausto repousou sobre a cama, fechei meus olhos, me senti um pouco presa na escuridão, sonhei várias coisas naquela noite, um sonho dentro do sonho, quis despertar o mais rápido possível, havia um acontecimento muito bom, onde há tempos eu ansiava, a minha vida resolvida num passe de mágica, era o fim de todas as preocupações, medos e saudade.
Desde que me entendo por gente, enxergo um espaço dentro de mim, as vezes ele quase consegue diminuir, em outras é como se nada mais houvesse a não ser minha carcaça.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mas afinal o que é felicidade?

A interrogação do titulo acima, não reflete só mais uma das perguntas que jamais terão repostas, é também, uma das grandes questões da humanidade. Venho desde criança perseguindo a famigerada felicidade, antes pensava que ela estaria brincando de pique esconde, pra ninguém nunca achar, fui crescendo e ela só se tornou mais uma figura alegórica no meu imaginário, será que dá pra ser feliz?
Peguei muito cedo o hábito de registrar através da escrita certas angustias da minha breve vida – oito anos, em um diário com formato de coração, e a figura dos ilustres bananas de pijama, eu já quebrava a minha cabeça tentando desvendar um futuro não muito distante, mas que acabaria no ano 2000 quando o planeta acabaria numa explosão gigantesca, ansiar por aquele fato me alegrava, me dava um certo conforto. Morrer jovem me pouparia de muita frustração adiante, 12 anos seria tempo suficiente pra viver o que me era de direito.
Lembro bem de ter rabiscado uma lista de três itens de coisas a fazer antes do mundo se resumir a pó, obviamente ter ido ao show de Sandy e Júnior era o único check que já me arrancava um sorriso de orelha a orelha. Ter atravessado o ano 2000 sã e salva foi difícil no começo, eu não estava preparada a refazer a lista pros anos que estariam por vir, foi isso que fiz durante todo esse tempo, escapar de planejamentos que me forçassem a perseguir qualquer coisa que não estivesse ao alcance de minhas mãos, um coquetel de preguiça e medo.
Tenho atravessado uma temporada de reorganização, é cansativo, pesaroso, comprovar a falta que me fez ter traçado estratégias básicas, pra que eu não me sentisse tão perdida... fui navegando pelo mundo com meu barquinho de papel, a vida foi me empurrando pros lugares onde eu não sabia ir sozinha, pela minha própria vontade, o modo aleatório de viver me intoxicou feito uma tragada de crack.
As alternativas são interessantes: conversas, conselhos, medicina, religião. O desafiar maior é mudar as chorumelas produzidas na minha cabeça, o poder está em mim em não permitir que os pensamentos me arremessem em queda livre, ou me forcem a tomar atitudes que só hão de me deixar pior, se tivesse que eleger um sonho de consumo muito provavelmente não seria permanecer em constante estado de “felicidade”, só gostaria de jamais ver minhas esperanças sendo abaladas pelo sugestivo negativismo, queria somente ser “positive vibrations” para todo o sempre. 

domingo, 28 de maio de 2017

Se ele é Deus, e eu sou louca, mas ninguém desconfia...

Você decreta o nosso fim, eu aceito, você diz que eu não disse, eu não soube te amar, você não sabia, eu me prendi num sentimento solitário, você não me escolheu, eu escolhi te esperar, você fez regras, eu tentei seguir tua cartilha ridícula, você não quis me ver mal, eu me isolei por dois anos em sofrimentos, você é racional demais, eu sou sentimental, você é guerra, eu sou paz, você é infelicidade, eu preciso ser feliz daqui pra frente.


Ouvir: Deus(Apareça na televisão) - Kid Abelha. 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

-

Por ironia ou covardia
no meu peito ainda te cabe
(...)


-

A vida pra mim sempre foi um fardo, que eu jamais saberei discorrer a respeito, de tempos em tempos ela parece me trazer um alivio fajuto e nada durador, ao invés de aproveitar o "bom momento" me apavoro e crio novas agonias, talvez eu não me sinta confortável nesse estado.
A minha existência sempre foi tumultuada, intranquila, insone, pesarosa... ensaiei umas tentativas de melhorar meu humor bipolar, minha negatividade e insegurança; o tempo máximo que consegui manter meu pensamento positivo foram míseros 15 dias, comemorados por mim até algum acontecimento me jogar na cara a realidade.
A cada ano que passa vai ficando mais difícil instaurar novas regras pra me manter sã, sem pirar pelas coisas que me acontecem, e tentar tirar algum aprendizado da coisa toda, mas porque diabos eu sempre tenho que aprender da pior maneira?