Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

sábado, 31 de dezembro de 2016

Como sempre não vai ter título...

14.02.16
Venho inutilmente por meio deste blog que ainda possuo não sei porque, informar "minha volta", nunca aprendi o uso correto do porque junto por que separado por quê com acento, e sem acento... talvez tenha que colocar na amuada lista de coisas a fazer no decorrer desse ano, vai ver possivelmente perdi a pegada de sentar na cadeira velha a frente do computador, não uso mais cadernos, canetas, nem o bloquinho de notas pra quando alguma frase venha me perseguir, é preciso exorcizar fantasmas, libetar quem está preso.

(...)
Faltou luz, e o que eu tinha a dizer se perdeu de mim.

Continuando... achei um diário de 2003, reli hoje, mesmo tendo ele em mãos há quase um mês, depois de permanecer perdido em uma reforma na casa da Vovó, a viagem no tempo me levou a lugares que minha memória apagou, pessoas, fatos, arrependimentos... Deu vontade de puxar aquela Ilrianny pelo braço, lhe dizer umas verdades, mas a garota apressada pelo por vir ainda vive em mim, ainda não sei se isso é bom ou ruim.
O ano anterior foi um mergulho profundo dentro de mim mesma, eu assenti as quedas, os velhos e novos machucados adquiridos na aventura, o corpo falou tanto, tão alto, resolvi escutar seus gritos, chegava a hora(finalmente) não adiantava mais levar um peso que não conseguia carregar, existe cura e redirecionamento de conduta, eu abracei as alternativas, sigo tentando através do que tenho disponível: tudo.
Eu tive vontade de escrever a respeito, mas de imediato a sensação de não registrar sobre aqueles dias me vencia na maioria das vezes, em algumas o desabafo saia, bastava a primeira leitura pra desejar não ter escrito nada, apagava, como quem usa o "delete" quase intacto do teclado, na intenção inútil de sentir arrependimento que não vinha, mais do que ninguém sei, em caso de segunda chance eu agiria exatamente igual.
A vida de um modo geral perdeu a cor, por isso as fotos desbotadas da viagem de fuga feita no meio disso tudo, a cor voltou em Outubro numa procissão em que os meus passos foram regados por lágrimas, e desejos profundos de estar bem, voltar pros eixos era a necessidade do momento, mantê-lo é o desafio diário.

(...)
01.05.16
Andei vendo fotos, cheguei a conclusão que por mais que o tempo não seja palpável ele tem efeitos visíveis, percorremos o mais distante possível, me desanimei pela terrível mania de querer tudo do meu jeito, engolir as escolhas que não foram feitas por mim, e no final fico sozinha procurando em vão explicações que possam me acalmar pra enfim dar o próximo passo.

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24.11.16
Força-esforço-forçar, essa combinação maluca tem efeito de overdose, agir, fazer alguma coisa pra mudar, e quando nada muda? Parar e reavaliar, conserta aquela parte, não tenha pressa, paciência, eu não acho que projeto em terceiros a minha felicidade, onde está a origem do problema? Porque esse ciclo vicioso? eu continuo negligenciando as vozes dentro de mim, a ilusão é tão bonita quando a gente vive ela, é ruim quando acaba a realidade chama, em um segundo parece que tudo se quebra e não dá pra colar de novo, já foi, já era. Eu senti que já tinha dado tudo, sobrou um pouco, a descoberta desse tesouro vou proteger, me assaltaram de novo.

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29.11.16
Deu vontade de escrever, pois é onde me refugio em tempos que parecem exigir mais de nós, enquanto estamos aqui em cima da terra, dias como esse de hoje dá um clique, um puxão, um desconforto agoniado... A vida pede imediatismo, eu como pessoa ansiosa sigo no coro dos que tem pressa, eu quero pra antes de ontem, mas é preciso respeitar o coleguinha do lado que tem as melhores esperanças depositadas no dia de amanhã, deve ser bem legal manter essa fé que dias bem melhores ainda virão, gostaria de ter um pouco disso em mim, o agora não volta, só posso contar com isso, saber esperar é privilégio.

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17.12.16
Ontem zapeando uns livros no Google li trechos do livro novo do Lucas Silveira, e bateu uma nostalgia desse blog que vos escrevo em meados de 2010, onde se pudesse fazer desse espaço minha casa nesse mundo assim faria, era tanta necessidade de jogar pra fora o que eu não conseguia externalizar, remoí tudo o que eu podia naquele ano, ainda prolonguei uns anos a mais, ter 28 anos e aquelas pessoas não terem mais nenhuma importância pra mim é maravilhoso, talvez até as convide pra ir ao bar, beber e rir daquela porcaria toda. Mas sou grata aqueles maus bocados, eles ajudaram a fazer de mim a pessoa que sou hoje, não apagaria nada, viveria tudo de novo, sem nenhuma saudade.

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19.12.16
As vezes o nosso entendimento dos acontecimentos é matéria-prima particular, compartilhar disso é ameaçador, desconstruir a tua visão para construir a minha visão pra ti, pode emaranhar ainda mais qualquer rumo no futuro, se conformar ou negligenciar (devia) ser bom, mas a ideia não morre e nem muda de lugar, ela vai achando um lugar dela dentro da gente, desse tipo de coisa que passei a minha vida inteira fugindo, explicar desentendimentos quando esse passa a ser um desejo unilateral, de tanto se dizer o tempo inteiro que não existe, foi mais uma criação da tua cabeça.

(...)
23.12.16
Sétimo 23 de Dezembro aqui, por duas vezes essa data passou a ser importante, a primeira porque foi quando tive a genial ideia de abrir esse espaço, a segunda ainda é fato recente, não que aquela descoberta se faria presente nos dias de hoje, o estado de encantamento foi pela imprevisão, o risco, o coração acelerado, a intuição ignorada - vou viver isso porque acho que do modo mais esdrúxulo se faz necessário, que se foda o futuro, o momento era oportuno, me pus em último de todos aqueles pensamentos e possibilidades, queda livre sem nenhum acessório de segurança, queria dizer que fazem exatos 731 dias, coloquei The Blower's Daughter pra tocar, mas não deu pra ouvir tua voz enquanto eu cantava o refrão.








sábado, 26 de novembro de 2016

Carta III

Não vou contar a quantidade de cartas, possivelmente essa seja a última.

Quando todas as luzes da casa se apagam, toda a saudade que passei o dia tentando esconder me encontra, que todos os acontecimentos do meu dia são uma simples distração, que não me faça lembrar desse tempo que eu não mais te vi.
É assustador pois esse vazio não pode ser preenchido com a sua presença, fico imaginando montar campana na tua porta, sacar o telefone e te ligar sem pensar, só pra te dizer que não importa, eu sou essa saudade de você.

Carta II

Estou te escrevendo mais uma carta não sei porque...

Passei na frente da tua casa ontem, quando percebi que o trajeto me faria ver de novo esse lugar deu vontade de gritar pro motorista do táxi desviar o caminho, a voz não saiu, fique imóvel naquele banco detrás, meus olhos varreram minuciosamente o que estava ao redor, faz mais de um ano da última vez, tudo está quase intacto, a ruazinha, a árvore, o centro espírita, a padaria, nada mudou...
Em pensar que durante tanto tempo tudo que eu quis foi pertencer a esse lugar, a desimportancia dele agora deixou meu coração pesado, como eu estava sendo burra em querer estar do teu lado, porque eu não disse "não" antes de me apegar, fui descuidada, tu foi o aprendizado mais doloroso da minha vida.


Carta I

Essa carta é sobre saudade...

Olha, meu corpo e mente não aguentam mais lutar, eu infelizmente não sei desistir, até mesmo quando não existem mais armas ou motivos pra continuar, tu não sabe, tu nunca soube como é estar no meu lugar, do lado de cá tento imaginar a tua realidade de agora, só de pensar minha cabeça dá um nó tão grande, meu coração aperta porque dificilmente vou poder desfrutar da tua companhia como antes.
De conversar, sentir teu cheiro, olhar no fundo dos teus olhos - quantas vezes eu quis me ver neles, ali já tinha entendido que nós não passaríamos daquilo, pode ser teimosia, necessidade de ser desafiada a todo instante. Tenho saudade dessa tua cabeça imensa sem um pingo de juízo, como eu só sou e sei ser assim estando contigo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

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Olha,
Talvez eu me afaste.
Eu quero muito ficar.
Mas tem essa vontade avassaladora de ir embora.
Antes que a ideia venha de você.
Não vou aguentar te ver partindo.
Meu coração já foi quebrado e colado tantas vezes...
Que não vai ter super bonder suficiente no mundo que consiga dar jeito.
Eu não sei te pedir pra ficar.
Só sei juntar os cacos, ficar de luto, chorar até desidratar.
Não que eu seja orgulhosa.
Te implorar pioraria tudo.
Seria triste que você não tivesse mais vontade da gente.

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O meu melhor pra ti foi pouco
O teu pior pra mim
Era mais que suficiente
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Aqui devia ser melhor
Aí eu tava tentando ser feliz
Se nenhum sucesso
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sábado, 16 de julho de 2016

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Reza a lenda
Que eu nunca mais deixo
Tu me bagunçar.
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sexta-feira, 8 de julho de 2016

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E eu que pedi tanto pro universo um pouco de clareza, sendo que esta sempre esteve no meu intuitivo, não saber o que fazer a respeito quer dizer, que é sabido o que fazer sim, mas o desfecho não concorda com os desejos, isso se faz um problema, não saber abrir mão do que nunca foi meu e o status de apropriação ilegal incomoda. 


domingo, 19 de junho de 2016

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Nós somos apenas 
Duas solidões
Juntas.
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quinta-feira, 26 de maio de 2016

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Se as nuvens cinzas encobrem o céu nessa tarde é porque elas bem sabem que a gente gostava de adivinhar os desenhos que as nuvens formavam por trás do azul, eu teimava em dizer o quanto parecia uma tela de chroma key, seria Deus desenhando nossos personagens favoritos? Enquanto contornávamos as formas de mãos dadas, bem ali algo me dizia que nada poderia estragar a gente, por ironia tu sem nenhum trabalho fez o que era impossível(naquele momento).


domingo, 15 de maio de 2016

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Tu foi embora junto com esse sopro de que a vida se encaixaria, agora está tudo meio bem, meio merda, meio nada, nunca se completa porque eu não estou inteira, a maioria desses pedaços estão com você, não os quero de volta, mas gostaria de fazer uso deles contigo. 


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Não há remédio no mundo que cure
A dor de não saber perder.
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domingo, 1 de maio de 2016

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A situação fugiu do controle justamente por que eu dei pra fazer contas baseadas em coisas do passado, juntando o antes, durante, depois, meio que é igual, bem médio, venho tentando me manter estável mesmo pendurada e caminhando na corda bamba, uma respiração, um olhar, uma intuição, podem me fazer cair, é muito chato subir somente pra começar tudo de novo. Só eu posso me deter.




domingo, 3 de abril de 2016

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Se a gente não acata ao tempo
Ele nos ataca.
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sábado, 12 de março de 2016

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É uma pena mesmo que a saudade só seja amenizada com presença
Não com promessas que venham do outro lado da linha
E essa mesma linha serve apenas pra nos sufocar
Sendo assim morreremos.
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

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Eu quero ter forças o suficiente pra trancar todas as portas que possam te trazer de volta, mantê-las abertas talvez faça você pensar que eu te aceitaria, eu não quero mais aceitar, nem mesmo em pensamento.



domingo, 17 de janeiro de 2016

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Eu ando visivelmente só
Mas completamente cheia de mim.
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