Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Intitulável

O tempo agora ficou nublado, até o tempo está tentando me agradar, pra que eu me sinta feliz novamente, sorrir e cantar, mas não as canções que me lembram você (o inconsciente a me dizer). Talvez chova, eu poderia dançar enquanto os pingos de chuva molhassem meu corpo – lavar a alma.
Porque agora tenho um sentimento indefinido dentro de mim, onde todos vem me perguntar o motivo do meu estado de neutralidade.
- O que você tem?
- É só saudade.
Dessa saudade sinto mesmo, e agora todo dia ela me encontra, dentro do ônibus, na P.A, enquanto olho o campo verdejante, o horizonte que nada me diz, nada tem a me revelar. Estou tentando aprender a lidar com isso, da melhor maneira possível, te ver se tornou uma realidade muito distante, inalcançável. Me dói, parece que você morreu, se suicidou do meu dia-a-dia, que tem o universo e as dez dimensões nos separando, uma vida inteira, mas não é tudo que nos distancia, foi somente a sua decisão de me matar da sua própria vida, de me punir por ter te amado, por ter escrito nossa história repetidas vezes nos muros da cidade, nunca ter te contado quando houve tempo e oportunidade pra expor meus sentimentos, fui covarde, eu sei, tive medo, por causa dele agora vivo e morro de saudades tuas.
Sabe nesse instante eu trocaria qualquer coisa, pra te ver por um segundo, daquele seu jeito de antes, quando você vinha até mim, me dava bom dia e ria, num riso solto, que me acalentava, eu esperaria quanto tempo fosse se esse acontecimento pudesse se repetir.
Me vejo sentada esperando o metrô, escrevendo essas linhas pro tempo passar mais depressa, registrar nessa segunda-feira estranha, o que se passa em mim, a sensação que o inesperado há de me encontrar com a sua personificação.

domingo, 14 de novembro de 2010

Nara

Lembra quando nos conhecemos, através daquele chat sagaz – “Amigos do peito”, antes era a irmã do Raphael, depois começamos a nos falar mais, logo se tornaste minha amg. O tempo foi passando e quando percebi já era minha mana, tantas conversas jogadas fora pela tela do computador, santa invenção do MSN em nossas vidas, pois sem ele como eu te acharia?
Mas a amizade também precisa de presença, em pouco tempo tu estaria em Teresina pra me conhecer pessoalmente, um dia que eu ansiei, dias depois lá estava eu na Rodoviária te esperando, cantando Encontros e Despedidas pra disfarçar minha ansiedade, alguns minutos depois te achei, com os olhos assustados me procurando, e ao te ver eu gritei: MANA! Te abracei apertado, e reconheci naquele abraço uma irmã, que eu nunca mais queria ver fora da minha vida.
Parece que o tempo voou, eu falei tanto naquele dia, a impressão que dava é que tu tinhas crescido junto comigo, e partilhamos uma vida inteira de amizade. Mana estarei sempre contigo, de verdade, os teus medos são meus medos também, um sorriso teu é o meu coração se enchendo de alegria, e uma lágrima que cai do teu rosto é um pedaço meu que vai indo junto.
Só te peço uma única coisa, seja muito feliz.
Nossa amizade, nossa irmandade. Amo-te.

Confissão

Decidi pelo pior caminho, o de não fazer mais nada pra tentar te esquecer, do inesquecimento do seu jeito, dos seus gestos e gostos, preferi me corroer de saudade, me isolar num mundo onde só existam suas lembranças, isso se torna o suficiente pra continuar vivendo, o que dá força pra levantar todo dia de cama.
Nesse cárcere de solidão, conto os dias no calendário que parece não ter mais fim, o tempo congelou, ou anda com passos de tartaruga, faço cálculos, mais de trezentos dias sem ver seus olhos, sem aquela sensação que o coração vai sair pela boca porque você está chegando.
Não penso mais nos “se” se eu tivesse... se eu pudesse... Estou calejada demais, cansada de remoer os arrependimentos das coisas que não fiz pra ter você do meu lado. Eu não tive, não tenho, basta! Inverno, verão, passaram por mim, os ipês floresceram, mil e uma coisas aconteceram, e de você não recebi nenhuma noticia, os soluços de saudade estão sempre ali a espreita, ao momento em que eu ativar as memórias, as poucas que restaram de você. Quase um ano de saudade.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Palavras de mãe

Minha filha, questões de sentimento. Você concerteza esta a gostar “apaixonada” por alguém por toda sua vida. Esse sentimento é seu, e não deve ser julgado como péssimo, se remoendo. Você tem o amor, que se desperta por alguém, sem nome ou rosto, ele está dentro de você, e não está com outra pessoa.
Se você está com ele, o preserve para o bem que virá. Se vier a lamentação de qualquer forma mentalize, que o que tenho “ O meu amor, a minha paixão” será para alguém que irá chegar. Porque simplesmente o que é seu será.
Com destino, com coincidência, o que é seu estará com você.
(...)
Enfrenta o dia, enfrenta os nossos sentimentos, enfrenta as pessoas, enfrenta de frente os amores que se foram, e ficar firme e concentrada no que fazer de melhor para nós.
Receber o que vier de bom pra nós. O que a vida oferecer, respire e ouça o que mais gosta, mentalize o que você quer, o imaginário e do real, e peça sempre o que deseja o que aconteça, pois sem esperanças não seguimos em frente.



*Palavras da mãe Jôzi, as palavras que respeito, admiro e procuro seguir.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saudade antecipada

Os outdoors espalhados pela cidade me avisam da proximidade do Natal, confesso que o clima natalino não me atrai, não tenho um motivo contundente pra desgostá-lo tanto. O ano vai acabar depressa sem que ao menos eu tenha criado o hábito de marcar no calendário. Os finais me deixam melancólica, pensativa, nesses períodos é como se o mundo que me cerca não existisse, me recolho no meu universo paralelo, pois sei que 2010 vai embora e alguma coisa irá junto com ele, uma coisa que ainda não sei ao certo qual é.
Um novo ano já vem bater a minha porta, mas o sentimento de mudança me assusta, sempre me assustou, meu ano de sorte vai se esvaindo com o passar dos dias, coisas boas aconteceram mais vezes do que de costume, saudade antecipada, discurso na ponta da língua caso eu precise, renovar promessas que fiz a mim mesma e não consegui cumprir, fazer preces, pensar positivo muito mais do que nos anos anteriores, talvez estar na praia e pular as ondas do mar, sete ondas pra se curar, um mergulho bem fundo pra depositar as coisas ruins nas profundezas do mar.
Mataram a minha Alma
E hoje sou apenas alguém triste
Que até certo dia sorria de alegria...
SENHOR, porque não me desviastes daquele encontro?
Hoje eu poderia ser FELIZ!
Se tivesses EVITADO aquele DIA.
Eu só queria poder voltar no TEMPO...e evitar tamanho SOFRIMENTO!
Eu só queria que aquele dia não tivesse acontecido...
Mas o DESTINO só a DEUS pertence e se esta é minha SINA só espero o amanhã sem alegria...
TUDO por causa daquele maldito DIA que poderia ser MUDADO, se em meu destino ele não fosse TRAÇADO!



Por: Lene Katarina

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sensações em um outro solo

Quatro dias fora de casa, da primeira viagem que fiz sozinha na vida, e os dois melhores dias vividos nos últimos tempos, a calma da estrada, o som embriagante do motor do ônibus, paisagens lindas enfeitavam a minha janela, a insônia do caminho até chegar em Recife.
Passamos por tantas cidades e por poucos minutos percorremos o solo delas... Chegamos no nosso destino, cansados porém felizes, uma expectativa brilhava nos olhos de cada um dos passageiros.
O meu maior desejo era ver logo o mar, mas só consegui fazer isso somente a noite, caminhei pela orla da praia, e senti que o coração matou uma saudade sentida há anos, que a cura de um antigo mal chegou pra mim.
A reunião no último dia, com atmosfera de nostalgia, que os poucos dias ali passados iriam deixar muitas saudades.
E uma lembrança pra guardar com o resto bagagem: Beijos na escada.
Na primeira das mil viagens que planejei fazer em toda minha vida, descobri que não preciso desbravar novos horizontes, preciso mesmo é desbravar o que há dentro de mim.