Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Afoita

Esse é o meu jeito, e comparando com os parentes mais próximos sou a diferente, da água pro vinho, um paradoxo dentro da família. Eu fujo de todos os padrões.

De ser apressada, com uma gana pra saber de tudo, de não deixar nada inacabado ou fugir do meu controle, de tentar ter sempre as rédeas e mesmo que isso aconteça eu tento, luto, vou até o fim ainda que me chamem de afoita.

Muito prazer meu nome é Ilrianny.

Tanto conselhos não seguidos... cuidados, da quantidade de vezes que a mãe pede pra que eu os tenha, não que eu ignore só procuro fugir desse tipo de tensão mas me cuido dentro das possibilidades e consequências dos meus atos, me jogo, me entrego, assumo todos os riscos por aquilo que eu acredito, sem titubear se o outro faz o mesmo por mim, quase nunca penso nisso.

De qualquer maneira tudo vai me trazer o que eu mais gosto nessa vida: um aprendizado. “Da beleza de ser um eterno aprendiz” como cantou o Gonzaguinha. E mesmo você achando que não, dessas coisas eu tenho uma bagagem razoavelmente cheia.

Se eu der um passo muito longo ou cometo algum erro durante a trajetória, eu volto e refaço o caminho sem medo, porque eu sei que foi tentando acertar.

Essas coisas fazem parte da minha natureza.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Final de 2011 e ...

Quando chega na última semana do ano o que mais eu vejo e escuto são as pessoas implorando pra acabar logo, que já foi mais que suficiente até aqui. Aí depois você se pega refletindo sobre tudo que aconteceu. Isso devia ser bom?

Aí você conclui que o ano inteiro nada de bom aconteceu, das duas uma: tu ficou pedindo pro dia de amanhã ser melhor do que aquele passou ou rezando pra que nada desse mais errado do que já deu, ok? Dá um confere no que vai ficar no ano velho, põe uma roupa bonita, vai a uma festa bacana, ou fica em casa assistindo o show da virada e enchendo a cara pra nem perceber que o ano novo já chegou.

Tenho minhas superstições baratas e como são de minha inteira autoria ninguém além de mim acredita, mas vem funcionando desde então. Depositar todas as expectativas que as coisas vão mudar porque esse bendito ano que vai entrar daqui a algumas horas vai ser diferente dos outros, que ele de alguma maneira assustadoramente sobrenatural vai ajudar.

Diz seu eu tenho outra alternativa a não ser reunir todas as esperanças e acreditar que em 2012 a vida vai ser melhor, pra mim e de quebra pra quem eu amo e está sempre perto de mim.

Vou atrair coisas boas que nem um imã...

Pelo menos eu acredito em alguma coisa.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Paradise

Um dia eu encontro o paraíso que tanto tu canta aos meus ouvidos.






Ouvir: Paradise - Coldplay

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pessoalíssimo III

Seus olhos sempre me encontram te percebendo, correspondendo a minha procura de te ver quando é possível.
As palavras que saem dos teus olhos me dizem sim, e a nossa hora ainda vai chegar.

Dezembro

Todo ano é esse final esquisito, esse estado de fora do eixo e sem controle nenhum, quando dezembro chega o meu despreparo pra vida fica óbvio, nu. Minha falta de jeito de lidar com o término de um ano.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

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O estranhamento dos últimos dias, e as notícias de que as coisas não andam muito bem mexeu comigo. Vesti um modelo que há muito tempo não usava - a saudade sua.
Queria poder abrigar toda a felicidade do mundo, colocá-la numa caixa com uma fita bem bonita, enviá-la pra você se ao menos eu tivesse o seu endereço.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Palavras alheias




DIGA (Thedy Corrêa)

Diga para onde essa dança
Vai nos levar
Eu ainda não estou cansado
E vou tentar
Bem devagar
Não preciso que ninguém me diga
Só preciso que você me diga
Diga enquanto é tempo de parar
Diga mesmo que vá machucar
Diga quando essa nossa farsa
Vai acabar
Eu não estou tão errado
E nem estou tão certo
Demais

Pessoalíssimo II

A sensibilidade de perceber o que era óbvio, ou talvez fosse só uma impressão errada da minha parte, má interpretação mesmo. Olho, tentando fazer novamente uma releitura da situação, ao analisar desperto um ciúme camuflado pela circunstancia – não devo.

Do jeito mais forçado e estranho vocês se merecem, de me deparar com vocês em cada canto sendo um par e disso se tornar um incomodo momentâneo em mim, é chato, confuso. Descubro o que antes duvidava, mas que hoje é um fato... Eu sei lidar.