Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

domingo, 18 de julho de 2010

Registro

Sou oca
Sou oca
Sou oca – não devo ter sentimento.
Esse é o desejo de algumas pessoas, e pelo excesso deles sinto como quem sente todas as sensações do mundo em uma só – eu.
Pra bom entendedor meio ou nenhuma palavra basta, uma sabedoria que vem não sei da onde, simplesmente se sabe não adianta questionamentos.
Eu deveria ser oca e não ter sentimento pelas pessoas, talvez assim tivesse a sensatez de me por em primeiro lugar antes de qualquer coisa, eu seria poupada de tantas coisas ruins, pois ninguém faria o mesmo, e a vida me ensinou da maneira mais difícil – pela decepção.
Prezo pela verdade, posso até estar errada, mas será preciso que alguém aponte minhas falhas, pra que eu possa corrigi-las, não me importo de admitir, a sinceridade é tão pura por isso ela se torna tão rara, não julgue sem saber o porquê, é como se estivesse caindo num poço bem fundo, ao invés de dar a mão e ajudar a sair, acontece o contrário, aquela mão vai te empurrar pras profundezas do poço.
O objetivo nunca foi provocar a discórdia ou chateação com minhas palavras, só escrevo sobre o que sinto dessa vida, desculpa se me apaixonei, se quem eu mais confiava me desrespeitou, obrigada “amigos” por não perguntarem, fui julgada e condenada sem direito a defesa... sou culpada!
São minhas opiniões... quem se importa?
Talvez eu feche os olhos e esqueça tudo amanhã
Por hoje é isso.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É proibido sentir

O que fazer?
Com todos esses sentimentos
Que estão em meu peito
Guardados aqui dentro
Gosto de expô-los somente em palavras
As linhas escritas têm mais força
É proibido sentir
É muito fácil julgar
Vem aqui trocar de pele comigo
Pra saber o que se passa
Vem tentar me entender
Me questiona, se manifesta de algum jeito
Pois sem isso
Vai continuar tudo na mesma
Eu escrevo e você lê.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Memórias

Fazia tanto tempo que eu não punha meus pés no quintal de casa, hoje me deu uma vontade tão grande, como uma sede insaciável, bateu a nostalgia que vem me visitar quando o ócio me corrompe, dos bons tempos de se sujar na areia, andar descalço, cair de bicicleta, dos jogos de vôlei com as meninas, das briguinhas sobre quem tinha o melhor time, o melhor calçado, o melhor vestido pra usar no dia domingo, mulheres não importa a idade que elas tenham, sempre vão querer competir uma com a outra, no nosso caso era uma disputa saudável, a gente se amava só pelo simples fato de estar ali crescendo juntas, carrego no peito a amizade delas mesmo que estejamos separadas geograficamente, isso é um detalhe.
O pé de acerola que plantei com o meu pai, foi aí que descobri a minha alergia a essa tipo de planta, lembrei disso hoje, porque mesmo sendo bem grandinha a mãe ainda me pede que eu mantenha distancia dele, deu poucos frutos uma ou duas vezes não sei ao certo, mas ele ainda está lá no quintal, diria que ele é um símbolo da cumplicidade que eu tinha com meu pai, me perguntei porque ele nunca morrera, talvez na natureza não exista cronologia, esse negócio de medir o tempo vive-se e pronto.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Noite festiva

As luzes, a música, o pequeno universo de pessoas, complementam o clima contagiante, atrativo pra qualquer um, lá estou eu rodeada de pessoas queridas, vamos celebrar a alegria, passado um bom tempo, me sento, mas o sentimento de sentar durante a festa me parece o mesmo que parar a vida, tento observar com mais cuidado, minuciosamente cada detalhe, a cor da camisa de alguém que passa, o corte de cabelo diferente que a menina tem, o pensamento não se limita só aquela festa, ele vai mais longe sem querer, ultrapassando aquele ambiente, porque de verdade em verdade a mais forte delas prevalece e me persegue, bem que podia ser diferente.
A falta de uma presença me atormenta, olho pros lados pra ver se a sorte me sorri logo me dou conta de que isso não acontecerá. O inconsciente a me perguntar: Se ele estivesse? Se ele falasse comigo? Se ele me esnobasse. São tantas perguntas que nem penso nas respostas, era mais um desejo, queria tanto só pra saber como me sentiria, pensei em tantas coisas se isso pudesse ser possível, tenho certeza que não me controlaria, parece que é tudo em vão, ele não sabe o que acontece em mim, vou deixar minha lucidez de lado pra ver se te esqueço, deixa eu voltar pra festa que é quando eu não me entristeço.

domingo, 4 de julho de 2010

Nosso carrossel

Ele abriu a porta, como quem abre caminhos, parecia que ali era eu e a felicidade, que se apresentava no simples abrir de porta, de imediato me veio a cabeça a idéia de criar uma música, pois uma canção é pra isso, pra eternizar bons momentos.
O som da sua voz era doce, fazia bem, ele podia falar horas a fio, contar todas as suas historias, enquanto eu viajava nos meus desejos de ouvi-lo mais e mais, quem sabe um dia sussurrar no meu ouvido.
Eu seguiria seus passos, seu rastro, aonde quer fosse pra que assim ele deixasse de ser um homem solitário, o levaria pra balada e não o largaria nunca mais, e foi num golpe de mil acasos que o encontrei nesse lugar.
Tentei mostrar minha cara nua e falar dos meus sentimentos, ele não quis saber, fiquei pensante sobre o que faria a respeito, só me restou seguir em frente, e esperar até o amor virar poeira, mas ainda procuro noticias dele, ou quem sabe vê-lo de uma visão panorâmica, era tudo que eu mais queria.




*Inspirado nas canções do albúm Carrossel do Skank

Adeus lembranças

Hoje eu quero me lembrar muito de você, antes que a memória apague sua imagem da minha cabeça, espera lembrança! Deixa eu lembrar um pouco mais, pois os olhos mais bonitos que eu já vi, vão me deixar.