Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

domingo, 30 de agosto de 2015

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A palavra de ordem é cansaço, o pesar das coisas que não dependem de mim me deprimem diariamente, passei a admirar quem consegue se desfazer das pessoas com tamanha facilidade, por mais que isso venha a ser considerado uma frieza arraigada de caráter, vale ressaltar, se a atitude desperta em mim o sentimento de admiração é porque contemplo uma característica que provavelmente eu nunca consiga desenvolver.
Eu gasto um tempo desnecessário em coisas que não deveriam ter uma demanda considerável da minha atenção, não sei pontuar em que momento da vida decidi me importar, mas quando percebi já era tarde demais, mesmo tendo a opção de tentar mudar de atitude, ainda não consigo perceber determinados acontecimentos, fechar os olhos e seguir em frente, se acaso parecer que não estou me importando é quando mais estou ali dentro me despedaçando justamente por me importar em excesso.
Ainda bem que os dias vão encobrindo a sensação de tudo ter sido há um minuto atrás, e a teimosia de não deixar o tempo fazer o seu trabalho, que me empurra pra acompanhar um futuro incerto, um pouco mais ameno, porém quando consigo juntar tudo e guardar na gaveta do esquecimento esse é o melhor momento.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

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Nunca foi do meu feitio sufocar palavras, mas nos últimos tempos tenho evitado fazer certos registros, não quero produzir mais provas além das que já tenho na minha cabeça, elas são suficientes pra me levar de volta.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

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O tempo fez com que meus sentidos fossem restaurados, eu enxergo com mais clareza, eu sinto, mas já não é um fardo como antes, a saudade se transformou em uma nostalgia, só sei pensar em o quanto foi bom. Tudo voltou a ser suportável, ainda que eu já não seja mais a mesma.



Ouvir: What's Up? - 4 Non Blondes/ Pink Moon - Nick Drake

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

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Ainda sei reconhecer quando estar de fora é a melhor solução, mas aceitar me custa, é uma merda na verdade ser assim, não saber lidar com os meus próprios demônios, fazer das tripas um coração diariamente pra estar bem comigo mesma, pela primeira vez em anos eu tenho tentado olhar pra mim com mais carinho, fazendo pequenos esforços para conseguir alcançar as metas que faço de tudo pra nunca alcançar.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

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A variedade de possibilidades nunca esteve tão escancarada como agora, e eu faço desses caminhos labirintos pela incapacidade de fazer a escolha correta, jamais fui de acertar na primeira, é certo que isso me fez aprender algumas coisas, já me perguntei várias vezes qual seria o motivo desse meu fascínio por tudo que pode me fazer mal, ao que tudo indica vou continuar pelos caminhos tortuosos, Nasci sem freio, a falta do acessório foi me mutilando com o passar dos anos, e não dá pra recuperar os meus pedaços perdidos, apesar de sentir muita falta deles.