Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Afoita

Esse é o meu jeito, e comparando com os parentes mais próximos sou a diferente, da água pro vinho, um paradoxo dentro da família. Eu fujo de todos os padrões.

De ser apressada, com uma gana pra saber de tudo, de não deixar nada inacabado ou fugir do meu controle, de tentar ter sempre as rédeas e mesmo que isso aconteça eu tento, luto, vou até o fim ainda que me chamem de afoita.

Muito prazer meu nome é Ilrianny.

Tanto conselhos não seguidos... cuidados, da quantidade de vezes que a mãe pede pra que eu os tenha, não que eu ignore só procuro fugir desse tipo de tensão mas me cuido dentro das possibilidades e consequências dos meus atos, me jogo, me entrego, assumo todos os riscos por aquilo que eu acredito, sem titubear se o outro faz o mesmo por mim, quase nunca penso nisso.

De qualquer maneira tudo vai me trazer o que eu mais gosto nessa vida: um aprendizado. “Da beleza de ser um eterno aprendiz” como cantou o Gonzaguinha. E mesmo você achando que não, dessas coisas eu tenho uma bagagem razoavelmente cheia.

Se eu der um passo muito longo ou cometo algum erro durante a trajetória, eu volto e refaço o caminho sem medo, porque eu sei que foi tentando acertar.

Essas coisas fazem parte da minha natureza.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Final de 2011 e ...

Quando chega na última semana do ano o que mais eu vejo e escuto são as pessoas implorando pra acabar logo, que já foi mais que suficiente até aqui. Aí depois você se pega refletindo sobre tudo que aconteceu. Isso devia ser bom?

Aí você conclui que o ano inteiro nada de bom aconteceu, das duas uma: tu ficou pedindo pro dia de amanhã ser melhor do que aquele passou ou rezando pra que nada desse mais errado do que já deu, ok? Dá um confere no que vai ficar no ano velho, põe uma roupa bonita, vai a uma festa bacana, ou fica em casa assistindo o show da virada e enchendo a cara pra nem perceber que o ano novo já chegou.

Tenho minhas superstições baratas e como são de minha inteira autoria ninguém além de mim acredita, mas vem funcionando desde então. Depositar todas as expectativas que as coisas vão mudar porque esse bendito ano que vai entrar daqui a algumas horas vai ser diferente dos outros, que ele de alguma maneira assustadoramente sobrenatural vai ajudar.

Diz seu eu tenho outra alternativa a não ser reunir todas as esperanças e acreditar que em 2012 a vida vai ser melhor, pra mim e de quebra pra quem eu amo e está sempre perto de mim.

Vou atrair coisas boas que nem um imã...

Pelo menos eu acredito em alguma coisa.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Paradise

Um dia eu encontro o paraíso que tanto tu canta aos meus ouvidos.






Ouvir: Paradise - Coldplay

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pessoalíssimo III

Seus olhos sempre me encontram te percebendo, correspondendo a minha procura de te ver quando é possível.
As palavras que saem dos teus olhos me dizem sim, e a nossa hora ainda vai chegar.

Dezembro

Todo ano é esse final esquisito, esse estado de fora do eixo e sem controle nenhum, quando dezembro chega o meu despreparo pra vida fica óbvio, nu. Minha falta de jeito de lidar com o término de um ano.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

-

O estranhamento dos últimos dias, e as notícias de que as coisas não andam muito bem mexeu comigo. Vesti um modelo que há muito tempo não usava - a saudade sua.
Queria poder abrigar toda a felicidade do mundo, colocá-la numa caixa com uma fita bem bonita, enviá-la pra você se ao menos eu tivesse o seu endereço.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Palavras alheias




DIGA (Thedy Corrêa)

Diga para onde essa dança
Vai nos levar
Eu ainda não estou cansado
E vou tentar
Bem devagar
Não preciso que ninguém me diga
Só preciso que você me diga
Diga enquanto é tempo de parar
Diga mesmo que vá machucar
Diga quando essa nossa farsa
Vai acabar
Eu não estou tão errado
E nem estou tão certo
Demais

Pessoalíssimo II

A sensibilidade de perceber o que era óbvio, ou talvez fosse só uma impressão errada da minha parte, má interpretação mesmo. Olho, tentando fazer novamente uma releitura da situação, ao analisar desperto um ciúme camuflado pela circunstancia – não devo.

Do jeito mais forçado e estranho vocês se merecem, de me deparar com vocês em cada canto sendo um par e disso se tornar um incomodo momentâneo em mim, é chato, confuso. Descubro o que antes duvidava, mas que hoje é um fato... Eu sei lidar.



sábado, 26 de novembro de 2011

Diálogo imaginário

Ela: Oi!

Ele: Oi!

Ela: Eu sei que faz tempo que a gente não se fala, mas posso te dar um abraço?

Ele: Pode.

Ela: Sempre pensei como seria te abraçar.


E um silêncio ecoou entre os dois...


Ela: Porque não nos falamos mais?

Ele: Tu preferiu me odiar, escancarar aquilo que tu sentia por mim pra todo mundo saber.

Ela: Nunca te odiei e acho que nunca vou ser capaz disso.

Ele: Acho que não vale a pena a gente revirar uma coisa que já aconteceu há tanto tempo. Já nem lembro mais dos motivos, se eu os tinha.

Ela: Se é assim que você pensa eu vou respeitar quem sou eu pra te cobrar alguma coisa.

Ele: Deixa como está. Vai ser melhor.

Ela: Eu só queria que tu me dissesse sim.

(...)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um relato isolado

Disseram que você foi vista...

Ouvindo Nx Zero e tomando vinho no campo.
"Se a vida te der um litro de vinho, faça uma vinhada".





P.S: Baseado em fatos reais.

Deu vontade de escrever umas coisas...

Do pequeno papel que recebi, temo que o espaço seja curto pra quantidade de coisas que pretendo escrever hoje, nessa sala onde as cadeiras são ocupadas por alunos distintos, mas reconheço neles as figuras de outras pessoas do colégio onde eu estudava, um tempo muito estranho pra mim, ter que lidar com as mais variadas mudanças, não estou falando de crescimento físico, é da mudança que sempre foi a mais difícil pra mim: amadurecimento.
Eu era daquelas de não dar abertura pra ninguém desconhecido, com uma lista não tão grande, mas de poucos e bons amigos. De ser puro medo, de ser chata demais, não ter um papo interessante, insuficiente pra quererem falar comigo amanhã e depois.
Felizmente o tempo passou, ainda não me sinto madura, é diferente porque agora eu me entendo um pouco melhor, e vivo bem comigo mesma, tentando passar isso pro mundo e principalmente pra quem me rodeia.
Só queria dizer uma coisa nesse exato momento: vivam meus amigos. Porque a vida é rápida e se estivermos de mal com tudo e contra todos, as coisas boas vão passar diante dos seus olhos e sem perceber.
Coisa que eu não desejo pra ninguém.




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pessoalíssimo

Eu nunca mais pedi nada pra vida, pros céus, mas o teu braço dado com aquela garota que não era eu me incomodou, quando só queria não ter visto nada ou se visse não me importar, fazer de conta que aquilo é natural.
Afinal de contas ela te tem fujo de pensar nisso, da forma como vocês são um pro outro, o que quer que seja. Não estou torcendo contra, e sim a favor de mim.
Que o teu romance de quinta acabe logo.


domingo, 20 de novembro de 2011


Vamos ter fé o futuro nada mais é, que o minuto seguinte.



Trato.

Vida,

Você vai ser boa até o resto da minha, porque eu quero que assim seja.
Combinado?


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mural

No meu quarto foi colocado um mural de fotos na parede, coisas da minha irmã que transpira criatividade pra enfeites e decoração de quartos. Tem muita foto minha rodeada de amigos, de alguns momentos da vida, que todo instante congelado em forma de foto tenha sido bom, pelo menos pra mim foi.

Volta e meia me flagro olhando pro bendito mural, fazendo uma espécie de literatura comparada da minha vida, o que eu era e com o que me tornei. Lembro de como eu me sentia em cada uma das fotos e fico enumerando cada pensamento pra mim mesma.

Primeiro bloco do curso, uma formatura, um dia de sol no monumento da universidade, aquela viagem que fiz sozinha, os amigos do peito que passaram por aqui, as meninas da rua de casa, a família de três pessoas...

Acho que mural foi feito pra gente olhar e morrer de saudade ou viver de felicidade.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ela caminhante solitária pelas ruas repletas de gente, enquanto conversava consigo mesma, os olhares curiosos se voltavam pra ela gerando interrogações em seus observadores.

Questionadora da vida, das suas decisões, planos, do seu presente momento – atração por uma pessoa não é e nunca foi amor. Apenas preenchimento de uma vaga, tristonho de se ver um lugar vazio.

-

Fazer desse espaço um anunciante das minhas dores foi bom enquanto aquilo me matava por dentro e aos poucos, pela necessidade de colocar para fora, registro de um tempo difícil pra mim, sou sobrevivente. Como tudo na vida passa ainda bem que esse tempo pra mim.

Quero dizer que fiz faxina, joguei tanta coisa fora, te deixei pra trás, sem ironia ou verdade inventada pra me fazer bem, passo na rua e se te vejo logo vem à constatação de que a gente não serve mais um pro outro. Decidi que não quero mais ficar lembrando, revirando cada segundo do passando, me desviando do futuro, do que virá.

Vou manter meus olhos abertos às coisas boas estão a minha espera, tenho que ficar atenta, eu já estou pronta.

Pra receber.

Quando chove em Teresina

Os pingos de chuva caindo fora de época nessa cidade quente, um ar de Dezembro me invadiu, é mais um ano que esta chegando ao fim, e o que eu quero vou tratar de deixar de lado.

Os meus pensamentos ultrapassando as paredes de casa, ameaçando a segurança do equilíbrio das minhas emoções, a saudade sua esta sob controle, graças a aparições inesperadas, e sem reclamações pelo curto espaço de tempo que os meus olhos te veem – só agradeço, se eu for uma boa menina aquilo vai se repetir de novo.

Sem alardes, canse de ficar medindo forças com o tempo, ele sempre vai ganhar de mim mesmo, diante dessa questão o mais acertado é torná-lo um aliado, vou vivendo que do resto é o tempo que vai se encarregar de ajeitar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Preciso urgente de um manual: como te inserir na minha vida.
(...)




-

Tem uma vontade que todo dia me visita. Em horas inesperadas... peguei o telefone pra te ligar, mas não tenho teu número, eu sempre me esqueço disso.
São 02:04h da manhã, de novo aquela vontade de falar contigo, falar das milhares de coisas. Como eu penso em ti.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

15:15

Em horas iguais eu acredito que você não lembra de mim, a tarefa de carregar as lembranças é minha.
Faz 26h que eu voltei a suspirar de novo. Eu te vi ontem.
Fico repetindo aqueles segundos na minha cabeça, um replay com horas de duração, basta fechar os olhos.
Me concentro em ti, esqueço do resto do mundo, tropeço em qualquer pedra que atravesse meu caminho.
Que sem você eu não funciono.
Da mais nova vocação: não saber viver sem ti.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

15 de Setembro de 2011

Três anos de uma convivência, menos de um ano pra formatura, dois anos que voltei a escrever, e a lembrança de alguém que esteve comigo num outro 15 de Setembro...


Entre o que já passou e o que vivo hoje ainda está muito ligado, daí a entrar numa viagem sem precedentes fica muito fácil, com tanta coisa a fazer, aprender a olhar pra mim, focar nos objetivos que me estão sendo impostos, e realizar tudo com maestria, quem sabe até com boas doses de reconhecimento, de não se fazer mal a ninguém.


Gosto de levar as coisas na calma, consumir uma boa expectativa até o fim, que isso me impulsiona, dá mais vontade de ir lá e fazer tudo certo. Preciso aprender a agir sob pressão, porque comigo sempre foi assim, se sinto que estou sendo pressionada eu empaco, está aberta a temporada da pressão, despeje em mim a sua, porque eu aguento, já que não tenho a opção de entregar os pontos.




"I Will Survive..."

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Das palavras que saem dos olhos

E o que dizer quando os meus olhos te vêem, o silêncio com ares de quem falou demais sobre todas as coisas, e agora me vejo apressada de novo, com vontade de mover o tempo com as próprias mãos pra passar mais rápido, e ver tua figura plantada na minha frente.
Nada vai ser dito e nem vou te chamar pelo apelido carinhoso que dei sem o teu consentimento, me sinto ansiosa, tu entrou na minha listinha particular de motivos pra estar assim.
Te vejo e percebo que meus braços te alcançam, me faz sentir pronta, preparada pra o que vai vir adiante, se tu vier eu sei que vou dar conta, é que meu peito encontrou um lugar pra você. Que essas palavras saem dos meus olhos.

É isso.

Eu não quero que tu fiquei aí sentado sendo um telespectador dos meus dramas, do drama que é ter um sentimento por ti, não vou nomeá-lo porque com o tempo ele foi se transformando e continua a mudar, feito peça na estante que de vez em quando a gente põe num lugar novo, pra dar a aparência de ter acabado de comprar.
Tenho reprimido a escrita, pois a maior parte dela tem uma mensagem subliminar direcionada a você, uma hora reservada pra refletir sobre o que não aconteceu com a gente, te coloquei num pedestal, no ponto mais alto pra nunca alcançar, te endeusei nas minha lembranças que tudo foi bonito, mas só na minha cabeça.
Preciso esvaziar meu coração, te riscar da minha vida, por você pra fora, quero espaço pra preencher com outras coisas, essa sensação de estar fechada, travada, que nada fica ou me atinge em cheio, esqueci como eu era até antes de conhecer você, agora o que mais tenho feito é procurado aquela pessoa que eu fui um dia.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Termômetro

Agora eu tenho um termômetro em mim, dois polos de uma inconstância e dela é que vem meus surtos ultimamente. Dois extremos de uma estranheza que nem eu mesma havia vivenciado, no achismo de já ter passado por tantas coisas, experiencias diferentes, mas isso, isso nunca, a bagagem dos vinte e poucos anos começa a pesar.
O passado e o futuro se encontrando nesse presente confuso. Já se foram quase dois anos desse ama e desama sem sentido, que só trouxe a mim cabelos brancos, noites sem sono, uma saudade eterna que presença nenhuma cura. Aí um futuro melhor vislumbra, uma opção nova, um atalho pro bom futuro, que nem o ônibus que vez ou outra passa por mim quando estou andando pelo centro da cidade.
O futuro tem cara de boa gente, sempre com alguma melodia ao fundo, mesmo que nenhuma música esteja tocando enquanto ele passa, e eu rio, não é aquele riso de propaganda de creme dental dos intervalos de novela, é riso que vem de fora pra dentro, que gargalha dentro de si sem a necessidade que todos vejam, momento feito pra se guardar, pra lembrar depois e ir gastando aos poucos, eternizando a sensação de tão boa.
Como febre que dá e passa, a minha tem dois tipos, com nome e sobrenome, mas o poder de escolha no momento eu não tenho, não sei porque pra mim questão de sentimento se transformou em patologia, que profissional com graduação, residência, mestrado, podem prescrever um parecer sobre meu caso. Um luta que vou ter que travar sozinha, eu sou meu médico e eu que ache minha cura.

Caminho pra seguir

Vem,
Eu ficarei te esperando
A contar cada minuto
Até que meus olhos te enxerguem caminhando
Na direção que vai te levar até mim
Siga as pistas dessa trilha
Do caminho sem curvas
Moldado nos teus pés
É sob medida
Pra descartar qualquer risco
De outras pessoas passarem por lá
Se vier não me avise
Não deixe recado
Simplesmente venha
Que o que tem no final da caminhada
São braços e abraços
Guardados só pra você.

-

Eu aqui e você em qualquer lugar do mundo longe de mim, quase não tenho mais você nas minhas memórias ao menos lá nosso encontro era certo, é a vida querendo que eu te esqueça, mesmo não tendo mais forças pra lutar contra. Eu deveria estar feliz por que os seus vestígios estão saindo de mim, num processo indolor as vezes até imperceptível.
Aí eu invento uma saudade sua pra me manter presa a você mais um pouco, enquanto isso meu coração fica aos berros pra não te tirar de mim, pois se o esquecimento dominar meu peito de vez, você nunca mais vai entrar de novo.
Você podia vir logo...

domingo, 17 de julho de 2011

O teu olhar oriental me desorienta

(...)




-

Da ordem não natural das coisas - nós dois juntos fomos feitos pra acabar. Umas palavras não ditas que mudaram a conduta de um destino imutável por quem o escreveu. Errado por linhas certas, que o tempo não tem força suficiente pra apagar.


-

Nem tua aparição me arranca lágrimas, fiquei forte e não sei como isso aconteceu.

terça-feira, 7 de junho de 2011

-

Tem coisas que só acontecem uma vez, não vai adiantar desejar uma repetição, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

Você foi como um meteoro.

Chuva de granizo em Teresina.

Não vou ter tempo, e nem uma vida de séculos pra esperar a segunda chance da gente.

domingo, 29 de maio de 2011

Eu gosto de sair de mim, como quem sai pra dar uma volta na rua, espairecer de tudo que sufoca este meu ser.


Se escrevo? E como escrevo... Às vezes me sinto linha em branco, pronta pra ser preenchida com alguma coisa a todo instante. Pra manter a vida em mim, um cuidado com a minha própria vida.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Maio

É maio, as pipas já estão no céu e se foram quase cinco meses do ano, passou rápido, tirando os dias que quiseram pesar com sua vagareza. Penso logo que faltam poucos meses pra adicionar mais um ano nas contas da minha vida, trezentos e sessenta e cinco dias mais perto do trinta anos, isso é realmente uma preocupação pra mim.

Ainda quero realizar tanta coisa, que o tempo ao menos seja gentil comigo. Se eu pudesse pedir um presente ao tempo, pediria minha coragem de volta pena não ter nascido com ela, ganhei assim como a perdi: fácil.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sobre você

Eu não sei o que as outras mulheres vêem em ti, mas posso dizer por mim do que sinto quando te vejo. Que você não é pra se dar beijos no auge de um pileque e no outro dia não lembrar. Você é pra ser lembrança bonita na memória, e acionada quando for pensar em coisas boas. Deve ser bom te pertencer ainda que por um instante, um segundo que seja.

Eu não vejo só o homem, pessoa, artista. A alma vem primeiro e ilumina tudo – um sol a qualquer hora do dia. Imagino uma convivência contigo, um alguém que tem um lugar na minha vida, com número de telefone e endereço, pra na hora que bater a vontade eu saiba onde chamar, pra onde correr.

Cada vez que te idealizo “do meu jeito” o universo vem a me confirmar da veracidade das imaginações guardadas só pra mim. Muito elogiado até por que não te conhece direito, pela forma com que trata todos. Carrega uma especialidade dentro de si e transmite pra quem está ao seu redor.

Você parece ter sido sonhado e lhe foi concedido o poder da personificação, assim a vida ficou melhor...

Você é pra se ter um lugar reservado no coração.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Escrevo pra lembrar de ti dentro de mim.

Se eu não escrevesse o que sinto uma hora dessas já estaria em outro lugar, só não queiram imaginar onde. A terapia se faz em milhares de linhas, intermináveis folhas de papel, pra no futuro, quando a memória falhar, eu possa, você também, dizer que a nossa história foi “bonita” pelo menos nos versos.

Parei de lamentar, de reclamar do destino e por a culpa em tudo. A gente foi só de passagem um pro outro, nem íamos durar tanto assim, fomos uma espécie curiosa de estágio pra termos uma relação melhor com outras pessoas, erramos e aprendemos com esses erros eu espero. É chegada a hora em que eu paro de fugir das pessoas, de tocar a vida em frente, por medo de deixar você no passado, sem se dar conta que faz um bom tempo que você entrou nele e nunca mais saiu. Não quero mais fugir de ser de alguém.

Arranjei traumas pra repelir as possibilidades de voltar a ser feliz, porque eu achava que felicidade só tinha significado com você do meu lado. E todo dia a ficha cai, não é bem assim. Estou me acostumando a andar sozinha, sem ficar pensando que enquanto caminho eu podia segurar a tua mão. Danço, canto e já nem choro mais com as canções de amor, me encarreguei de me tratar do vicio de gastar horas e horas do meu dia pensando em você.

Toda teoria tem suas falhas, todo viciado está sujeito a crises, ando a quilômetros de ser uma exceção, em dias raros lá estou eu tropeçando e me agarrando com todas as forças nas poucas coisas que me restaram pra lembrar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

-

Eu queria me dar pra você, sem cobranças, sem a obrigação de você ficar pra sempre do meu lado. É quando se sente com o corpo, nossas peles misturadas, junção de dois seres – nós. Ser sua de fato e consumar esse amor.


-

Estou tentando ignorar sua presença dentro de mim, mas está difícil, estou lutando com todas as forças, eu sei que não vai dar certo. Eu gostando de você.



domingo, 1 de maio de 2011

-

Você vai ler, e pode parecer confuso...

Mas no momento não sei o que quero dizer ao certo.

Uma coisa está acontecendo.

Não tenho um tipo, acho que nunca tive. Só posso dizer que eu gosto, até demais por sinal, do que sinto quando te olho, eu gosto da sensação provocadora que dá, de te olhar acanhadamente e fingir que nunca notei sua presença antes, como se a cada vez que eu te olhasse fosse a primeira vez.

Te olho sem pretensão.

Aparentemente.

terça-feira, 26 de abril de 2011

"O mesmo coração sem freios"

Se abrir a cabeça ... vai entrar rápido a idéia. Mas não quero, inventar motivos pra querer você.

Dos pensamentos que me tomam no meu andar solitário a espera do ônibus, e toda analogia sobre o que acontece nesses momentos é verdadeira, o ato da espera sempre traz uma reflexão por mais descabida que seja.

E hoje, pensei a viagem inteira depois de toda odisséia pra chegar a tempo na aula e entregar meu trabalho cheio de erros e impresso na cor azul – uma afronta a metodologia científica. Estou ciente das conseqüências, deixa pra lá. A vida vez ou outra vem empurrar uma coisa goela abaixo, já até desisti de me revoltar com certas coisas que acontecem, eu queria ter as rédeas da situação, seguir minhas vontades sem pensar muito, ter menos compromisso com as conseqüências.

A mais nova: um coração doidinho pra se apaixonar de novo, com direito a candidato já eleito. Vai destino fazes de mim tua marionete outra vez, tudo naturalmente planejado por quem comanda – não sou eu.

Mesmo eu mal tendo me curado da última, incrível esse poder de esquecer o passado recente, de estar preparado, a ponto de bala pra mergulhar de cabeça, como se fora pegar o primeiro trem sem nem ver pra onde ele vai te levar, que te carregue pra onde quiser.

Não vou escrever linhas de lamentações e me questionar porque isso sempre acontece comigo, felizmente já passei dessa fase. O que me cabe agora é torcer, e muito pra que dessa vez eu não seja tão judiada, vou ter que começar a pensar mais positivo, é o que me resta.

sábado, 2 de abril de 2011

-

Eu apaixonada
Sou um fracasso de gente
Não sirvo pra nada
Vivo em função do outro
Fico idiota elevado ao cubo.



-

Sou prematura
ansiosa, antecipada.
Sofro pelos acontecimentos da semana que vem.
E tem uma parte
aquela parte de museu
que vive do passado.
Sou dois lados de uma mesma moeda.
De cara lavada e sem coroa.


quarta-feira, 30 de março de 2011

-

Se o meu signo combinar com o teu vai dar certo?
Sou fogo e você é...
Ar, Terra, Fogo, Água.
Que seja fogo,
Pra sermos fogueira de nós dois.




-

Não considere as palavras que saem da minha boca...
São da boca pra fora.
Mas as linhas escritas essas sim,
São de dentro da alma.




-

Já reparou?
Que a vida seguiu
O tempo passou
E eu já te esqueci.




-

Mania da minha vida
De pra tudo
inventar uma rima.





domingo, 20 de março de 2011

Se eu pudesse ter o poder de conceber uma estrela pra te presentear. Tinta na mão e uma escada, chegaria ao céu e a desenharia. Mas você merece mais... uma constelação, sem norte, sem sul. De um destino só, as estrelas te guiariam até mim.



(T.E)

Tem cara de super-herói de quadrinhos. De bons sentimentos, que o proporciona a sensibilidade de transmiti-los através da escrita, de letras musicais que sempre haverá alguém pra se identificar.

Um cidadão comum ao primeiro momento, a segunda vista um rapaz encantador.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Da atualFase

Tem dias que o viver não faz parte do cotidiano das férias em que me encontro. Na maioria das vezes estou avoada, alheia ao que está ao meu redor. Um anestesiamento de tudo, indolor, intacto, nada vai acontecer e nem irá.

Apagaram tudo da minha cabeça, não me lembro de nada... esqueço até do cardápio das refeições, não dou mais recados a ninguém, porque o estado de Alzheimer não me permite tal capricho, alguma coisa ficar registrada na minha memória se torna motivo pra fogos, reconhecimento de um milagre, escolha um santo, porque até a minha fé tem falhado, não gosto nem de contar quantos anos fazem que não ponho meus pés numa igreja.

Agora que o meu coração se aquietou, me trouxe essa falta de alguma coisa pra acreditar, um objetivo pra buscar, um tempo incalculável de preguiça acumulada. Mamãe às vezes pede que eu saia de casa, passeie por aí, passear por aí como ela mesma diz. É só uma fase de antisocialidade, concluo pra que ela se acalme.

domingo, 13 de março de 2011

Modo: piloto automático

Não me pergunte nada. Pois não tenho nem mesmo uma resposta monossilábica.Tá tudo bem. Às vezes eu paro e penso nos rumos loucos que essa vida tomou. Eu afasto a saudade quando ela quer me possuir. Nem quero sentir nada. Minha zona de conforto tá tão bom.

quinta-feira, 10 de março de 2011

-

Hoje caiu uma chuva tão bonita no centro da cidade, o sol a pino brilhava e do nada parece que o céu começou a chorar, eu quis acompanhar aquele choro que caia das nuvens brancas. Chuva são lágrimas do céu. E de pensar assim quase pode me entristecer.

terça-feira, 1 de março de 2011

Mereça ser.

Alguém que mereça minha atenção,

Alguém que mereça mais que meros beijos descompromissados,

Alguém que mereça meu telefone,

Alguém que mereça entrar na minha casa pela porta da frente,

Alguém que mereça ser possuidor dos meus pensamentos,

Alguém que mereça penetrar no meu universo particular,

Alguém que mereça dedicação e carinho,

Alguém que mereça estar do meu lado definitivamente.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

-

Aleatoriedades de um mundo sem sentido, do acordar ao levantar dos movimentos contínuos. O céu lá fora fez-se breu, fechou as cortinas pro astro rei, o mais escaldante de todos os sóis. O mundo vai desabar em água, quando eu mais queria ver uma chuva de granizo, desejo irrelevante diante da natureza, ela é quem manda apesar de sempre saber disso.

Será que ainda dá tempo de escutar a última canção?Antes das trovoadas caírem por terra, de fazer tremer o chão e as mãos forem elevadas aos ouvidos, ultrapassando os limites médios de decibéis permitidos. Não dá mais, já começou.

Melhor deitar um pouco, mesmo não tendo sono, ah! As palavras de Fernando ( o Pessoa) está perto, bem ao meu alcance sem precisar maiores esforços. Tenho aqui um caderno estufado de rascunhos, agora eles que são as memórias, uma biblioteca recheada de sensações. Não quero ler o que escrevi. Volto pro Fernando, as vezes pego o livro, penso numa coisa qualquer, fecho e abro, leio a página que se abriu num sorrateiro sorteio que diz:

“Meu coração, bandeira içada

Em festas onde não há ninguém...

Meu coração barco atado a margem

Esperando o dono, cadáver amarelado entre os juncais...”

Sem querer é que as palavras trazem um sentido singular no marasmo do nadismo, alguma coisa morreu dentro de mim mesmo sendo quase imperceptível, é um daqueles saberes dispensáveis aos estudos científicos de uma renomada universidade que pra quase tudo achou explicação.

As nuvens vão sumindo, um azul anil vai tomando de conta do céu, num formato gentil que logo abrigará o sol novamente. O sono pousará sobre meu corpo junto com uma caixa de sonhos mirabolantes, vou despertar atordoada tentando decifrar como aquele emaranhado de ilusões se encaixa na minha vida. Às vezes me sinto pronta pra camisa de força, no fundo do poço de tranqüilidade, é que se esconde o que ninguém pode ver.



*Ler: Meu coração bandeira içada – Fernando Pessoa como Álvaro de Campos

*Ouvir: Quinto Andar - Tiê

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

(In)quietação

Eu sofro de um mal terrível que volta e meia se personifica em: insônia, mau humor, marrentisse. Uma coisa enraizada no meu ser, que deixa a mostra o meu pior lado. Me vejo envolvida num mar de calmaria, pois quando parece que nada vai acontecer, é que eu tenho mais necessidade de me sentir segura, de muita proteção, algo onde eu possa me agarrar.

Estou podando meu sentimento pra impedir que ele floresça, uma sensação indenominada, da qual ainda não inventaram um nome. Segundo relatos os meus olhos brilham ao mencionar você na mais descontraída das conversas, o teu poder de me fazer sair do tom é fascinante. Acho que tomei a mais acertada das decisões, de não criar expectativas tem dado certo, fico mais tranqüila assim. Os pensamentos abrigam uma lacuna, que eu não quero preencher, optei por viver sem titubear, onde não há o certo, o errado, e sim o que deve ser feito acima de tudo, madrugadas inquietantes em que as palavras somem num piscar de olhos, sem tempo para serem registradas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

-

Tanta coisa fora do lugar, mas onde fica o lugar certo? Ordem até na desordenação de fatos e acasos. Somente através das coisas do infindado coração desumano.

Porque o olhar sobre a vida foi reparado...

Não deixe os sentimentos se sobrepor ao que é certo.

Regular – perpendicular – congelar - a linha do tempo.

Um lugar vazio dói mais que dor de dente. Se o espaço for pequeno, joga uma coisa velha fora, põe uma nova no lugar.

Não me importo caso eu tenha deixado de ser o seu programa preferido.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Enredo de 2005

De vez em quando lembro daquele nosso enredo, que mais parecia novela de Manoel Carlos. Mas sabe você ainda é vivente nas minhas memórias juvenis, quando eu vivia metendo os pés pelas mãos, dos meus erros intermináveis, da minha impulsividade e teimosia. Tua calma me inquietava tanto, só me deixava mais impaciente. Eu era tua princesa sem ao menos ter um castelo, sempre pensava isso quando você me ligava, e docemente proferia um “Oi princesa”, ligações sem hora pra acabar, torpedos nas primeiras horas da manhã, eu adorava aquilo.

Antes eu punha em você toda a culpa dos meus relacionamentos frustrados, infelizmente sou assim. Tenho pensado muito e às vezes não acredito no teu noivado, quando eu soube da notícia a primeira coisa que fiz foi ter tomado um porre daqueles, quase ter me atracado com um cara que estava dando em cima de mim naquela noite, mas não derramei uma lágrima, acreditava piamente que a qualquer momento alguém viria desmentir tudo.

Por um segundo desejei ser sua noiva, entrar de braço dado com meu pai na igreja, que ele me entregasse a você no altar, como num perfeito desfecho de comédia romântica. Mas infelizmente não fui feita pro casamento.

Vou te encontrar casualmente pela rua, e te parabenizar pelo casamento, que você seja feliz com ela, sem nenhuma hipocrisia. O amor da minha vida merece a mais plena felicidade: uma casa no campo, filhos, netos. Que ela possa te amar do jeito que eu não soube, um amor tranqüilo e sereno.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Zelo.

Eu queria te de uma maneira intocável

Como um objeto de valor na instante

Um quadro de milhões de dólares pendurado na parede

Uma fotografia de um momento especial, com uma moldura bonita

Um tesouro guardado a sete chaves, que somente eu teria acesso

Se fosse pintado de ouro, te lustraria feito um troféu

Eu ficaria te admirando desse jeito

Pra sempre.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Memória Machadiana

Uma boa lembrança das aulas de Literatura Brasileira II, das poesias de Machado de Assis. E quando este texto me foi apresentado foi identificação instantânea.


Erro - Machado de Assis