Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

sábado, 26 de junho de 2010

Intento

O meu intuito era permanecer parada e congelar aquele momento,quando o sentir me fazia feliz,esquecer que o tempo passa como um medidor dessa agonia de não ter você,às vezes penso que eu devia ter lutado,mesmo que a vitoria não fosse minha,mas agora já foi.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Recomeço, sorte e poesia

A porta de uma loja, o lugar mais inadequado pra se discutir relações perdidas no tempo, lágrimas que não vão voltar pro rosto, palavras que não serão esquecidas quando o dia terminar, pois a memória registra a lembrança que a gente mais odeia. Se tudo deu errado vamos parar pra pensar, achar os culpados, desenterrar histórias, eu disse, você disse, todos nós dissemos coisas feias um pro outro, nada de enumerar acertos, pra ter uma consciência mais tranqüila ao colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, desculpa! Não foi o suficiente, chega desse enredo, só não quero mais fazer o papel da filhinha rejeitada, vamos lá uma boa verdade na cara nunca fez mal a ninguém: você não sente a minha falta e nem eu a sua. Já faz muito tempo que eu tive um pai pra segurar a minha mão e me levar até a porta da escola, felizmente agora sei andar sozinha e você não precisa de uma filha(o), porque agora você tem outros filhos pra educar, que te consomem as 24h do dia ou seja, não há espaço na sua vida pros filhos “antigos” afinal as pessoas são substituíveis e os filhos também.
E pensei a vida não presta, a vida é uma merda daquelas bem fedidas e grotescas, eu vinha pensando isso enquanto esperava o ônibus, depois de vários minutos ele passou, olhava com rejeição as paisagens que passavam por aquele destino do centro pra casa, quando me chamou atenção um ônibus todo verde que dizia no letreiro “Bom Futuro” encarei como um sinal de Deus, talvez nesse mundo existam pessoas numa situação pior do que a minha, tentei me conformar em parte, cada um tem seus problemas, por isso eu fingo esquecê-los na maioria das vezes. Só queria ter mais fé no amanhã, mas tem sido uma tarefa muito difícil pra mim.
Eu estava morrendo de dores, chateada, mal-humorada, a minha cota de paciência havia se esgotado antes que o dia terminasse, decidi sair de casa pra dar uma volta e fui parar numa palestra, com várias palavras engasgadas na garganta, fui olhar uns livros, pois ajuda na minha escrita, eu carrego sempre uma impressão de mim mesma – eu sou melhor escrevendo do que falando, me faz lembrar de quando eu fiquei quase muda aos 12 anos, eu não tinha vontade de falar nada, mas essa é outra história... o meu sonho de menina ainda resiste ao tempo, quero ser escritora e viver de palavras, me agrada ser reconhecida assim, pelas poesias que abarrotam o caderno que já anda cheio deles, a única explicação do meu estar no mundo.