Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

sábado, 26 de novembro de 2011

Diálogo imaginário

Ela: Oi!

Ele: Oi!

Ela: Eu sei que faz tempo que a gente não se fala, mas posso te dar um abraço?

Ele: Pode.

Ela: Sempre pensei como seria te abraçar.


E um silêncio ecoou entre os dois...


Ela: Porque não nos falamos mais?

Ele: Tu preferiu me odiar, escancarar aquilo que tu sentia por mim pra todo mundo saber.

Ela: Nunca te odiei e acho que nunca vou ser capaz disso.

Ele: Acho que não vale a pena a gente revirar uma coisa que já aconteceu há tanto tempo. Já nem lembro mais dos motivos, se eu os tinha.

Ela: Se é assim que você pensa eu vou respeitar quem sou eu pra te cobrar alguma coisa.

Ele: Deixa como está. Vai ser melhor.

Ela: Eu só queria que tu me dissesse sim.

(...)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um relato isolado

Disseram que você foi vista...

Ouvindo Nx Zero e tomando vinho no campo.
"Se a vida te der um litro de vinho, faça uma vinhada".





P.S: Baseado em fatos reais.

Deu vontade de escrever umas coisas...

Do pequeno papel que recebi, temo que o espaço seja curto pra quantidade de coisas que pretendo escrever hoje, nessa sala onde as cadeiras são ocupadas por alunos distintos, mas reconheço neles as figuras de outras pessoas do colégio onde eu estudava, um tempo muito estranho pra mim, ter que lidar com as mais variadas mudanças, não estou falando de crescimento físico, é da mudança que sempre foi a mais difícil pra mim: amadurecimento.
Eu era daquelas de não dar abertura pra ninguém desconhecido, com uma lista não tão grande, mas de poucos e bons amigos. De ser puro medo, de ser chata demais, não ter um papo interessante, insuficiente pra quererem falar comigo amanhã e depois.
Felizmente o tempo passou, ainda não me sinto madura, é diferente porque agora eu me entendo um pouco melhor, e vivo bem comigo mesma, tentando passar isso pro mundo e principalmente pra quem me rodeia.
Só queria dizer uma coisa nesse exato momento: vivam meus amigos. Porque a vida é rápida e se estivermos de mal com tudo e contra todos, as coisas boas vão passar diante dos seus olhos e sem perceber.
Coisa que eu não desejo pra ninguém.




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pessoalíssimo

Eu nunca mais pedi nada pra vida, pros céus, mas o teu braço dado com aquela garota que não era eu me incomodou, quando só queria não ter visto nada ou se visse não me importar, fazer de conta que aquilo é natural.
Afinal de contas ela te tem fujo de pensar nisso, da forma como vocês são um pro outro, o que quer que seja. Não estou torcendo contra, e sim a favor de mim.
Que o teu romance de quinta acabe logo.


domingo, 20 de novembro de 2011


Vamos ter fé o futuro nada mais é, que o minuto seguinte.



Trato.

Vida,

Você vai ser boa até o resto da minha, porque eu quero que assim seja.
Combinado?


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mural

No meu quarto foi colocado um mural de fotos na parede, coisas da minha irmã que transpira criatividade pra enfeites e decoração de quartos. Tem muita foto minha rodeada de amigos, de alguns momentos da vida, que todo instante congelado em forma de foto tenha sido bom, pelo menos pra mim foi.

Volta e meia me flagro olhando pro bendito mural, fazendo uma espécie de literatura comparada da minha vida, o que eu era e com o que me tornei. Lembro de como eu me sentia em cada uma das fotos e fico enumerando cada pensamento pra mim mesma.

Primeiro bloco do curso, uma formatura, um dia de sol no monumento da universidade, aquela viagem que fiz sozinha, os amigos do peito que passaram por aqui, as meninas da rua de casa, a família de três pessoas...

Acho que mural foi feito pra gente olhar e morrer de saudade ou viver de felicidade.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ela caminhante solitária pelas ruas repletas de gente, enquanto conversava consigo mesma, os olhares curiosos se voltavam pra ela gerando interrogações em seus observadores.

Questionadora da vida, das suas decisões, planos, do seu presente momento – atração por uma pessoa não é e nunca foi amor. Apenas preenchimento de uma vaga, tristonho de se ver um lugar vazio.

-

Fazer desse espaço um anunciante das minhas dores foi bom enquanto aquilo me matava por dentro e aos poucos, pela necessidade de colocar para fora, registro de um tempo difícil pra mim, sou sobrevivente. Como tudo na vida passa ainda bem que esse tempo pra mim.

Quero dizer que fiz faxina, joguei tanta coisa fora, te deixei pra trás, sem ironia ou verdade inventada pra me fazer bem, passo na rua e se te vejo logo vem à constatação de que a gente não serve mais um pro outro. Decidi que não quero mais ficar lembrando, revirando cada segundo do passando, me desviando do futuro, do que virá.

Vou manter meus olhos abertos às coisas boas estão a minha espera, tenho que ficar atenta, eu já estou pronta.

Pra receber.

Quando chove em Teresina

Os pingos de chuva caindo fora de época nessa cidade quente, um ar de Dezembro me invadiu, é mais um ano que esta chegando ao fim, e o que eu quero vou tratar de deixar de lado.

Os meus pensamentos ultrapassando as paredes de casa, ameaçando a segurança do equilíbrio das minhas emoções, a saudade sua esta sob controle, graças a aparições inesperadas, e sem reclamações pelo curto espaço de tempo que os meus olhos te veem – só agradeço, se eu for uma boa menina aquilo vai se repetir de novo.

Sem alardes, canse de ficar medindo forças com o tempo, ele sempre vai ganhar de mim mesmo, diante dessa questão o mais acertado é torná-lo um aliado, vou vivendo que do resto é o tempo que vai se encarregar de ajeitar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Preciso urgente de um manual: como te inserir na minha vida.
(...)




-

Tem uma vontade que todo dia me visita. Em horas inesperadas... peguei o telefone pra te ligar, mas não tenho teu número, eu sempre me esqueço disso.
São 02:04h da manhã, de novo aquela vontade de falar contigo, falar das milhares de coisas. Como eu penso em ti.