Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Debaixo da chuva

O repentino inverno no auge do calor teresinense trouxe com ele tanta felicidade, que jamais pensei ainda existir dentro de mim, a umidade muda meu humor, aprendi por esses dias de chuva e sol intercalados, o tempo agora parece ter sentimentos, absorve os sentidos alheios.
Mamãe me pede favores quando estou mais cansada, apesar de não gostar muito da idéia acabo obedecendo, fui ao mercado caindo pelas tabelas de tanto sono, ao por meus pés na rua o céu de repente se encheu de nuvens escuras, tentei me apressar em vão, terminada minha compra a chuva me pegou, desprevenida e sem proteção, quem entra na chuva se molha mesmo.
Caminhei calmamente durante o meu trajeto, um banho de chuva é bom pra lavar a alma, só não contava estar sendo observada, que sensação incomoda, olhei pros lados pra confirmar se alguém realmente estava a me olhar. Ooops! tinha um garoto me fitando enquanto eu desfilava cheia de mim pela rua, minha antiga paixonite de quando eu fazia a 7° série numa escola perto de casa, um gostar passageiro.
Estranhei a atitude, tempos atrás me esforçava pra ele me notar, agora que me percebe sou eu que não consigo mais enxergá-lo, os olhos verde-mar não me seduzem mais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

As quatro estações

Quatro estações passaram por mim em uma semana
Primeiro foi o verão
Derreteu uma mágoa antiga com seu calor
Depois veio a primavera
De cores e misturas nunca antes vistas
Onde não houve amores
No outono um sonho antigo foi realizado
Pois sempre existe uma chance
Por último foi o inverno
De clima convidativo pra cair em depressão
Mas resisti
Os dias frios agora são os mais felizes pra mim.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dose letal de verdade

A verdade é essa: não há ninguém pra voltar pra mim. Devo achar isso bom, tecnicamente sim. Será se alguém já se apaixonou por mim, sentiu minha falta, chorou de saudade de mim, escutou uma canção pra lembrar da minha presença,sonhou em andar de mãos dadas comigo pela rua, pra me exibir como um troféu por me desejar tanto.
Nunca ouvi as palavrinhas mágicas de nenhum garoto, eu nunca tinha parado pra pensar nisso até hoje, por estar muito ocupada doando meus sentimentos a outras pessoas, dando sem receber nada troca, e ainda não espero, mas agora é diferente, estou descobrindo um foco que antes eu não tinha, olhando com mais carinho pra mim.
Pelo menos eu não fiz ninguém sofrer. Agora só me interessa meu mundo e nada mais, que o amor não venha mais cruzar o meu caminho, não me atropele quando eu menos esperar, pois não pedirei socorro, vou querer morrer ali mesmo, onde me encontrar.

*A noite fria que paira lá fora, congelou os pensamentos que eu tinha por você.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Outubro

As sensações que o dia 18.10 me proporcionaram ainda não passaram, de canções ouvidas repetidas vezes no meu PC, cantaroladas por mim diversas vezes, sem muitos dos meus amigos se quer conhecerem os versos com que tanto me identifico.
Era a primeira vez que a banda Nenhum de Nós pisava em solo piauiense, pra realizar o show dos meus sonhos, que vinha aguardando desde 2001 quando ouvi pela primeira vez uma de suas canções num carro de som, e chamou muito minha atenção, nessa cidade não é comum escutar esse tipo de música num volume tão alto.
Se há uns seis meses atrás me dissessem que eu estaria num show deles, na frente do palco, que o Thedy Corrêa seguraria minha mão, enquanto cantava Julho de 83, eu provavelmente, iria rir na cara dessa pessoa.
Passei quinze dias sem escrever nada, quer dizer nada que realmente conseguissem expressar o que venho sentido nas ultimas semanas, cheguei ao ponto de pensar que não poderia mais escrever, minha inspiração estava bloqueada, mas naquela noite absorvi uma carga de coisas, pensamentos, impressões, senti tanta falta de papel e caneta, eu teria despejado tudo ali, no meu estilo “não interrompa, gênio trabalhando”.
Eu consegui guardar todas minhas emoções, coisa que raramente faço, quando cheguei em casa ainda em êxtase, parei pra pensar na minha vida, tirei importantes conclusões. Acho que estou curada dos males, já consigo ser eu de novo, depois de tanto tempo, ser aquela garota que não sente nada por ninguém, e isso não é ser vazia, é apenas não ter motivos pra sofrer.
Já saio de casa sem ter aquela vontade louca de esbarrar com você na primeira esquina em que eu atravessar, não busco mais encontrar qualquer pequena semelhança sua em outros homens, mas confesso que durante um bom tempo, eu fazia isso inutilmente, talvez essa seja a razão de ter me fechado, ignorado outras pessoas pelo simples fato de nenhuma delas ser você, marcar no calendário a quantidade de dias em que senti saudade, hoje já nem sinto, um pensamento tolo que eu descartei da minha memória, esse capítulo eu encerrei sem perceber.




P.S: “Amanhã ou depois, tanto faz se depois for nunca mais... nunca mais”. (Thedy Corrêa)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

3 - 2 = 1

Três lados de um triângulo “amoroso”
Duas meninas disputando um coração
Restou apenas um, pra contar a estória
Dessa matemática desvalida.

--'

“Bom mesmo quando é recíproco. Sentimento e reconhecimento”.



As duas deviam andar de mãos dadas pra nunca mais se soltarem, uma não tinha que existir sem a outra. Foi isso que faltou pra mim, comprovei tarde demais, no fundo eu sempre soubera que não seria correspondida, mas aquela esperançazinha que vem todo dia, que amanhã tudo poderá mudar , um desses clichês da vida, eu ainda caio nessa, lamentável. Só não entendo o motivo dele ter quisto ser meu amigo, se sabia que na minha cabeça nossa amizade evoluiria . De bem-querer pra paixonite aguda.
Me enforquei na corda que ele me deste – a atenção, o interesse pelo meu gosto. Tão igual ao dele, como se nos encaixássemos no meio de uma infinidade de desigualdades, já estou cansada de repudiar esses fatos, aqueles dias não vão se repetir, nem mesmo com a força dos meus pensamentos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vejo velhas fotos, as imagens congeladas, que guardam um tempo que se foi... de um dia qualquer, a memória de um laço já partido, porque as vezes sem que percebamos, algumas coisas teimam em se perder, fugir das mãos de um jeito muito natural, como se nunca tivesse tido importância.


Fotos* :passado pra lembrar a todo instante.