Sobre meu ser...

"Quando lhe faltar razão, que enfim fale o coração".
(Hélio Flanders)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Isso

O que é isso?
Que aparece e desaparece
Que brinca de se esconder
Que arde sem se ver

O que é isso?
Que dói
Que constrói
Que chega a dar medo

O que é isso?
Que sinto
Que não minto
Que é realmente verdadeiro

O que é isso?
Que tento te falar
Que quero te mostrar
Que tudo que eu quero

É poder te amar.

Pensamentos soltos II

Quero fazer uma música
Que não fale de amor
Nem de sofrimento
Onde ninguém sinta falta de outro alguém
A saudade não mate
E a indiferença não encubra um sorriso
O amor não seja busca
Mas sim encontro
Que o tempo passe e faça bem
Capaz de tornar pessoas melhores
A espera seja acontecimento
Se arrepender apenas pelo que não fez
Não pela chance perdida
Viver a vida sem pensar no amanhã
Que naquela esquina
Uma surpresa esteja reservada
Fazer o próprio destino
Traçar planos e realizá-los
Tudo que quiser poder e conseguir
Por mais difícil que pareça
Confiar nos próprios passos
Ser feliz até o fim!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um dia, um adeus e aquele olhar

A manhã estava ensolarada, o sol ficava cada vez mais bonito cada vez que eu o via, encontrei aquele olhar, o mais sincero, o mais bonito e emocionante que já vi, num tom de azul único, parecia que o tempo parava apenas para mim, meu coração disparava e a emoção tomava conta de mim, eram os momentos mais belos que já havia vivido.
O amor não vivemos, teria sido bom provar teus beijos, tocar teu rosto, te olhar sem censura e que visse nos meus olhos o sentimento que eu tinha por ti. A vida às vezes se encarrega de nos afastar de quem mais amamos, mas o que senti a vida nunca poderá tirar de mim. Fiz um trato com o amor, ambos não nos procuramos, um dia a gente se encontra.



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P.S: Adaptação de um texto produzido por uma amiga muito especial que prefere manter sua identidade em sigilo!! bobona escreve muito bem!!

domingo, 18 de abril de 2010

Pensamentos soltos

Eu ando carente não é só de amor
É de presença
Das pessoas que mais gosto
A minha idéia de esquecer, esqueci
Cadê todo mundo?
Não quero ficar só olhando pro meu umbigo
Que é feio
Quero rir, cheia de sagacidade
Eu sobrevivi
A tantas coisas
E em pensar... Que momento feliz!
Meu repentino desinteresse
Das coisas que tanto importam
As vezes eu me olho e não me reconheço
Ah! Vou deixar pra amanhã
Que nunca vem
A escrita as vezes me foge
A idéia certeira
Como se fosse a batida perfeita
Eu abro a porta
E vejo o mundo tão grande lá fora
Que quando eu saio parece me devorar
Dessa vida sei quase nada
Mas de tudo um pouco quero aprender
Lutar, patinar, escalar uma montanha – seria legal
Pensamentos soltos
As palavras guardam
Deixa eternizar numa folha de papel

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A carta que eu não mando

Foi um tempo bom, uma amizade prematura, já com prazo de validade – poucas semanas, as coisas mudam e hoje já consigo me lembrar de tudo com serenidade, aquele amor, paixão, gostar, seja lá o que tenha sido, se transformou, estou tentando transferir esse sentimento pras minhas coisas, pra família, pros amigos, porque no fim das contas são eles que ficam, haja o que houver. Hoje o dia começou errado, sentei no banco da parada e inconscientemente as lembranças começaram a pairar.
A simples espera de um ônibus que me fazia feliz, só pelo fato de tê-lo uns minutos do meu lado, somente eu e ele, das conversas despretensiosas, do meu riso fácil, já me contentava com tão pouco, do chamado pra que eu o fizesse companhia. Acho que ele me achava legal, quero acreditar que era assim como me considerava, mas o tempo passou, deixamos de nos falar, não sei por qual motivo, mesmo sem nenhum tipo de contato, eu ainda o via como meu amigo, estou respeitando o silêncio imposto.
Enquanto isso, eu decidi me isolar numa “nuvem” pra não sentir nada, pra esquecer o que me fazia mal, essa fase de isolamento fez com que eu percebesse que não preciso esquecer, só deixar de lado as coisas ruins e guardar apenas os dias bons , quando eu o olhava nos olhos e me fazia tanto bem , de me tremer por estar ali na sua presença. Sinto sua falta, não do meu amor, mas do MEU AMIGO, com a tua ausência não me acostumei, quem sabe um dia possamos recuperar a amizade perdida – é o meu desejo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Em cima da nuvem

Não é que eu esteja alheia sobre o que acontece ao meu redor, vivo a vida de fora pra dentro, às vezes parece que estou vendo alguém vivendo a minha vida e não esta que vos escreve, uma outra, um outro eu, de tantas misturas, qual a verdadeira? Pensamento esquizofrênico, mas analisando minhas memórias infantes, lembro-me dos questionamentos sobre o meu eu, que dorme, acorda, come, dorme, faz coisas no impulso. Quem é ela? Quem sou eu? (de dentro pra fora raramente), cuidar, trazer pra si, de morrer com o próprio veneno e depois querer a vida, com a mesmice dos dias, de despertar e não desejar sair da cama, dar sentido mesmo sem nem saber ao certo por onde começar, observar outrem e constatar que pra ser feliz não falta quase nada, pois tenho pernas pra me movimentar a qualquer lugar, braços saudáveis que possam envolver os entes queridos num caloroso abraço e escrever porque sem isso eu desistiria dessa vida.
Nas manhãs quando me perco em meio a tantas explicações, sentada na carteira, ouvir distantes as risadas e conversas paralelas dos amigos, todos sentados no fundo da sala – meu recanto, de ficar calada, olhando pro nada, alguém me chamar pra participar da conversa, já nem estou dentro de mim, uma dose de realidade, no súbito despertar pro resto do mundo literalmente no grito: “DESCE DA NUVEM!”

domingo, 4 de abril de 2010

As coisas e a cor

Sempre as mesmas coisas, as que me rodeiam e eu me permito mudar, pra esquecer os fatos, colocar as dores de lado, voltei a me sentir bem depois de tudo, é assim que vai ser daqui pra frente, o tempo de exigir mais de mim se foi, firmar os pés no chão, não ter mais medo se alguém vai me segurar ou não.
Um papel amarelo que escrevi dias atrás, foi como uma luz a aquecer o coração – estou curada, é incrível como já não sinto nada, isso me alegra, me faz ter esperança no amanhã, meus pés não vão voltar pra aquela direção.


“Outro tempo começou pra mim agora...”
Ana Carolina/ Totonho Villeroy