Gostaria de saber aonde foi que passei a abraçar todas as contrariedades das quais sempre fui cercada, um fascínio de fazer reluzir os olhos. Eu amo tudo aquilo que não posso ter.
Eu não sou a pessoa que se cala, eu não sou pessoa que espera o tempo resolver, engano somente a mim por tentar ser assim todos os dias. Você sabe que eu enfrento, nem que isso custe metade da minha carne, vivo com um nó na garganta desde aquele dia, não que você se importe em saber... Fui cristalizando tuas falas: "Nem tudo precisa ser resolvido." "Nem todas as decisões precisam ser tomadas." "Dê tempo ao tempo." Fiquei até hoje me segurando com esses argumentos.
Eu tenho tanto pra dizer Mas prefiro o silêncio Eu quero tudo pra antes de ontem Mas eu continuo preservando a falta de habilidade pra pedir Eu tenho tanto medo de ser passional Que ao primeiro sinal me afasto Talvez eu tenha perdido um pouco do brilho Da coragem que um dia já tive Tu me desperta um desconforto em ser do jeito que eu sou Que ainda não sou a melhor versão de mim Cada palavra sua a esse respeito É uma sementinha de dúvida que cresce na minha cabeça Os ponteiros do relógio que registram nossa história não se ajustam Quando se trata de nós Eu correndo Você parado Eu parada Você correndo Nesse dia o relógio girou no sentido anti horário Pro azar de todos
Já dá pra dizer que cheguei onde queria? se cheguei não sei como, mas lembro de cada pedra que tropecei, vou me repetir, reproduzir meu próprio clichê, já ultrapassei minha expectativa idiota de nem chegar aos 30, e aí? e agora? No caminho derradeiro dos 40, quem diria... esse texto não é pra fazer sentido, é mais um exercício de mim mesma, porque há tempos não trago conteúdo pra este renomado espaço, já que aqui tem as polaroides de cada fase, preciso captar o agora, também.
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