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Sombras do passado

Aos que guardaram minhas versões antigas, continuem conservando elas, é um retrato do que um dia eu fui. Minha amiga, eu queria ter te carregado comigo até hoje, sinto falta de trocar sonhos e planos contigo, não consigo lidar com frieza, essa é a única lição da vida que nunca quero aprender. Você que por um instante me deu esperança e frustrou aquele quase nada, não precisa ter medo, qualquer dor foi sentida e deixada pra trás, eu nem lembro mais... E pra você que carrega a minha pior fase, tem uma tatuagem invisível pros outros na tua testa, que só eu enxergo com a frase: "meu maior arrependimento" - saí andando por aí sem o menor pudor, sem meu consentimento.

Valor Sentimental

Nós últimos dias tenho enxergado o meu valor, enquanto pessoa e profissional, da dificuldade de valorizar as pequenas conquistas, dos caminhos percorridos, até onde cheguei e os próximos passos. Nunca fui uma estudante exímia, tomei gosto pelos estudos quando me tornei adulta, de como é gostoso aprender, pra depois aplicar no dia a dia, das coisas que aprendi sozinha que se faz útil no meio da rotina, é uma sensação gratificante. Me formei nos cursos que achei interessante, pensando na minha satisfação pessoal, tem riquezas que o dinheiro não compra, vai muito além do retorno financeiro, nem sempre é fácil carregar o fardo das nossas escolhas, quando há uma quebra de expectativas. Às vezes eu imagino que não sou uma figura muito interessante, mas receber o elogio de uma pessoa que nem todos dias me encontra, mas acompanha meu trabalho comunicando no rádio, acendeu algo em mim, que uma torcida silenciosa pra tua vida dar certo é muito bom, ainda mais quando ela se revela uma grata surpr...

Saudade Estranha

Tenho passado noites e noites rolando na cama, travando uma batalha contra essa saudade estranha de uma versão minha que sequer existiu. Nessa versão, eu evitava dores, me colocava em primeiro lugar diante de qualquer coisa, era menos questionadora e bastante racional. Um atalho satisfatório alcançar mais depressa, essa pessoa que sou hoje. *Ouvir: Lamento Número 2 - Visconde

Do lado de dentro do silêncio

Eu me tornei uma observadora, continuo vivendo os acontecimentos a minha maneira particular, nem todo mundo vai entender, a preocupação sempre foi manter os sentimentos organizados, qualquer coisa fora do lugar tem o efeito paralisante. Quando não sei o que sentir, fico calada, procurando formas de organizar as sensações em mim, do lado de dentro do silêncio. Há dois velórios que não consigo chorar, não foi pela ausência de pesar ou não me importar, continuo me importando com muito amor aos meus, e com total convicção da certeza dos camimhos preparados pela mão de Deus, dos encontros no plano espiritual.

XVI

Lembro bem da primeira vez que escrevi aqui, era eu na tentativa de trazer alívio, do que não conseguia assimilar sozinha. É muito bom saber que toda minha fase adulta está registrada, tem momentos difíceis e outros marcos importantes para a construção da pessoa que sou hoje. Parei pra pensar nisso enquanto fazia as contas, desde quando abri o blog, todas as coisas passadas e (re)passadas nas linhas escritas, fazem parte da fotografia das fases da minha vida. Eu estou tentando voltar pra mim, a pessoa que escreve, essa o tempo não vai apagar. Feliz 16 anos!

Sabe...

Sabe,  Eu ainda sou aquela menina que escreve em diários, hoje ela mora na estante cheia de poeira, onde os segredos estão à mão. Pra garota que saiu da escola sem saber pra onde ir, o futuro reservou boas oportunidades, umas muito bem aproveitadas, outras nem tanto, tem um arrependimento reservado pra cada chance que passou batido. E pra essa de hoje, à beira dos 40 anos, achando que o tempo desperdiçado vai cobrar seu preço adiante, não precisa se encobrir de paranóias, confia no processo e espera a próxima virada. Eu nem sabia que o dia de hoje era um convite pra abrir os olhos, respirar fundo, porque as próximas mudanças vão ser boas, se Deus assim quiser.

Uma prancha pra surfar meus karmas

Isso não é uma abertura para a temporada de sofrimentos acumulados neste ano, mas eu queria uma prancha para surfar meus karmas. Eu não sei nadar direito; qualquer volume de água que ultrapasse meus joelhos já exige salva-vidas por perto.  Está sendo um ano difícil em todos os aspectos. Dia após dia, eu tento me equilibrar numa prancha imaginária quando as ondas cheias de karmas vêm me atingir. Talvez eu tenha criado casca suficiente para respirar e contar até cinco. Enquanto repito mentalmente: "vai passar!". Fazia muito tempo que eu não ficava calma ao enfrentar os problemas apresentados, porque acredito no processo e no Deus que me mantém de pé. Sei que outras ondas virão, faz parte da vivência. *Ouvir: Surfando Karmas e DNA - Engenheiros do Hawaii